A invasão de marcas oriundas da China modificou bastante o cenário automotivo brasileiro pós-pandemia. Marcas tradicionais como Fiat, Chevrolet e Nissan estão perdendo vendas e apostam em parcerias com as chinesas. A mais recente a anunciar alguma cooperação com a China foi a Volkswagen, por meio de seu CEO no Brasil, Ciro Possobom.
Em entrevista durante o Anfavea Visions, em São Paulo, o executivo afirmou que a Volkswagen brasileira venderá projetos desenvolvidos pela engenharia chinesa, assim como a Chevrolet está fazendo com Spark EUV e Captiva EV e a Stellantis realiza com a Leapmotor, 100% chinesa e adquirida pelo conglomerado sediado nos Países Baixos.
“A Volkswagen tem 36 fábricas lá. Vamos trazer modelos que sejam simples de adaptar à realidade brasileira e adequados ao consumidor local”.
Possobom ainda afirmou que os modelos futuros da Volkswagen não ficarão atrás dos chineses, seja em termos de tecnologia e em preços:
“Não vamos dever em nada em preço e tecnologia para os chineses. Temos os produtos certos, mas há um desafio cultural de combinar a vocação alemã de engenharia da Volkswagen com a agilidade chinesa de ciclos mais curtos de desenvolvimento, além do jeitinho e da flexibilidade brasileiros”.
Primeiro produto chega em breve
O modelo responsável por iniciar a esteira de carros chineses da Volkswagen na América do Sul será a nova geração da picape média Amarok, baseada na SAIC Maxus Interstellar X.
Apesar da plataforma chinesa, a picape foi modificada pela engenharia da fabricante na Argentina, onde será produzida e substituirá a atual geração da picape.
Diferente da atual geração da Amarok, a picape chinesa traz uma plataforma híbrida, que utiliza a estrutura tradicional de chassi-escada, mas traz a carroceria integrada, digna de picapes monobloco. A tendência é que a picape conte com motorização eletrificada, mas mantendo opções diesel.
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