A resposta para essa pergunta é complexa. Em vários mercados do mundo a geração global da Volkswagen Amarok, de fato, utiliza a mesma plataforma da Ford Ranger. No entanto, o modelo vendido na América do Sul seguiu um caminho distinto e não se baseou em sua principal concorrente.
A parceria global entre Volkswagen e Ford deu origem a uma Amarok que já é vendida em mercados como Europa, África e Austrália. Esse modelo, produzido pela Ford, compartilha a arquitetura e tecnologias da Ranger, embora com design e acabamento próprios da VW.
E a Amarok vendida no Brasil?
Para a América do Sul, a Volkswagen optou por não trazer essa nova picape. Em vez da prometida 'profunda atualização' do modelo antigo, a linha 2026, lançada em agosto de 2025, chegou às lojas com mudanças mínimas. As expectativas de um novo design e mais itens de segurança foram frustradas.
Na prática, a picape fabricada na Argentina manteve o visual e o acabamento conhecidos, preservando seu maior trunfo: o potente motor 3.0 V6 turbodiesel. A única alteração técnica relevante foi a adição do tanque de Arla 32 para atender às novas normas de emissões do Proconve L8.
A verdadeira nova geração virá da China em 2027
A estratégia da VW para a região ficou mais clara com a confirmação de uma geração completamente nova da Amarok para 2027. Desta vez, a parceria será outra: a picape sul-americana será desenvolvida sobre a plataforma da Maxus T90, da gigante chinesa SAIC.
Um investimento de US$ 580 milhões foi destinado para modernizar a fábrica de General Pacheco, na Argentina, para o novo projeto. A mudança representa um realinhamento estratégico, trocando a Ford pela SAIC como parceira no segmento de picapes na América do Sul e abrindo caminho para futuras versões eletrificadas.
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