x
UAI
Tecnologia

Waymo supera humanos e é 20 vezes mais seguro, mas o que os dados revelam sobre o futuro

Startup analisou o comportamento de seus veículos em cinco cidades americanas; descubra como a máquina conseguiu evitar graves acidentes

Publicidade
Carros autônomos da Waymo, equipados com sensores, representam a frota que a empresa aponta como 20 vezes mais segura que a direção humana
Carros autônomos da Waymo, equipados com sensores, representam a frota que a empresa aponta como 20 vezes mais segura que a direção humana Foto: Waymo/Divulgação

A Waymo, operadora de corridas por aplicativo com carros autônomos, afirma que seus veículos são 20 vezes mais seguros que motoristas humanos. Segundo a empresa, a tecnologia evitou mais de 800 ferimentos em 270 milhões de milhas percorridas até junho de 2026.

Um novo relatório da startup analisou dados de segurança de Atlanta, Austin, Los Angeles, Phoenix e São Francisco. O estudo identificou centenas de exemplos nos quais os carros da Waymo supostamente superaram o desempenho de condutores humanos.

Leia Mais

Proteção para pedestres e ciclistas

O impacto na segurança é mais profundo para os usuários mais expostos nas vias. "O Waymo Driver reduz significativamente o risco, cortando os acidentes com feridos envolvendo pedestres em 93%, ciclistas em 86% e motociclistas em 82%", afirma o relatório.

Outros dados importantes incluem 82% menos acionamentos de airbags e 82% menos acidentes com feridos. Em cidades específicas, os veículos autônomos registraram 8% menos colisões com acionamento de airbag em Atlanta e 10% menos acidentes com feridos em São Francisco. Os dados também indicam menos batidas em cruzamentos.

 

Startup analisou o comportamento de seus veículos em cinco cidades americanas; descubra como a máquina conseguiu evitar graves acidentes
Startup analisou o comportamento de seus veículos em cinco cidades americanas; descubra como a máquina conseguiu evitar graves acidentes Foto: Waymo/Divulgação

Metodologia de comparação

A metodologia da Waymo compara as taxas de acidentes de seus veículos totalmente autônomos com as de motoristas humanos em vias urbanas. A empresa utiliza a mesma distância percorrida para equalizar a análise por milha.

Existem, no entanto, diferenças notáveis na coleta de informações, como a própria definição de "acidente". Operadoras como a Waymo devem relatar qualquer contato físico que resulte em dano à propriedade. Já os dados de acidentes com humanos geralmente exigem um certo nível de dano para justificar um boletim de ocorrência.

Como resultado, a NHTSA estima que 60% dos acidentes com danos materiais e 32% dos que causam ferimentos não são comunicados às autoridades. Os dados humanos usados no relatório foram extraídos de registros policiais e de informações de Milhas Viajadas por Veículo (VMT) nas áreas onde a Waymo opera.

A empresa admite que sempre há espaço para melhorias e que construir confiança em sua estrutura de segurança é um ciclo contínuo. O Insurance Institute for Highway Safety (IIHS) elogiou a operadora por sua política de dados abertos.

"Ao tornar publicamente acessíveis informações detalhadas sobre acidentes e milhas percorridas, a transparência da Waymo não apenas apoiará pesquisas independentes, mas fomentará a confiança do público. Esperamos que outras empresas sigam o exemplo", disse David Zuby, diretor de pesquisa do IIHS.

• Assista aos vídeos do VRUM no YouTube e no Dailymotion!