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ENTENDA

O futuro é autônomo? Como funcionam os carros que dirigem sozinhos

A tecnologia de condução autônoma já é uma realidade em alguns modelos; entenda os diferentes níveis

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Carro autônomo da Tesla roda sem motorista
Carro autônomo da Tesla roda sem motorista Foto: Reprodução/Tesla

Em 2026, a cena de um carro se movendo sem motorista ao volante, antes restrita à ficção, já é uma realidade em ruas e estradas de vários países. A tecnologia de condução autônoma avança rapidamente e transforma a maneira como interagimos com os veículos. Mas, na prática, como eles conseguem tomar decisões sozinhos?

O segredo está em uma complexa rede de sensores, como câmeras, radares e LiDAR, que funcionam como os "olhos e ouvidos" do veículo. Eles mapeiam o ambiente em tempo real, identificando outros carros, pedestres, faixas e obstáculos.

Todas essas informações são processadas por um computador de bordo com inteligência artificial, o "cérebro" do sistema, que toma decisões de aceleração, frenagem e direção.

Os níveis de automação

Imagem mostra sistema de direção autônoma da Stellantis em um Jeep Wagoneer S
Imagem mostra sistema de direção autônoma da Stellantis em um Jeep Wagoneer S Foto: Divulgação/Stellantis

Para classificar o grau de independência de um carro, a indústria utiliza uma escala de 0 a 5, definida pela Sociedade de Engenheiros Automotivos (SAE). Entender esses níveis é fundamental para saber o que esperar de cada tecnologia.

Nível 0: sem automação. O motorista é responsável por absolutamente tudo, como em um carro convencional.

Nível 1: assistência ao motorista. O carro pode ajudar em uma tarefa específica, como o piloto automático adaptativo (ACC), que mantém uma distância segura do veículo à frente, ou o assistente de permanência em faixa.

Nível 2: automação parcial. O veículo controla direção, aceleração e frenagem simultaneamente em certas situações, mas o motorista precisa manter as mãos no volante e a atenção na via. É o nível mais comum em carros de luxo vendidos atualmente no Brasil.

Nível 3: automação condicional. O carro assume o controle total em condições específicas, como em um congestionamento em rodovia. O condutor pode tirar as mãos do volante, mas deve estar pronto para reassumir a direção a qualquer momento.

Nível 4: alta automação. O veículo dirige sozinho na maior parte do tempo e dentro de uma área geograficamente limitada (geofencing), sem necessidade de intervenção humana. Táxis autônomos, como os da Waymo, que operam em múltiplas cidades americanas, funcionam neste nível.

Nível 5: automação completa. O carro não precisa de volante ou pedais e pode dirigir em qualquer lugar e sob quaisquer condições, tornando o motorista um mero passageiro.

E no Brasil?

Embora veículos com tecnologia de nível 2 já circulem pelo país, a principal barreira para os níveis mais avançados não é tecnológica, mas legal. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) atual estabelece que a responsabilidade por qualquer incidente é sempre do condutor humano. Projetos de lei tramitam no Congresso para adaptar a legislação a essa nova realidade, mas ainda não há uma definição clara sobre como e quando os carros que dirigem sozinhos poderão operar de forma plena no território nacional.

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