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NÃO É TUDO IGUAL

Carros elétricos: entenda as diferenças entre os carregadores

Sistemas de corrente alternada (AC) e contínua (DC) definem o tempo na tomada

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Estação de carregamento para carro elétrico
Estação de carregamento para carro elétrico Foto: Divulgação/GreenV

Com o avanço do mercado de carros elétricos e híbridos no Brasil, a infraestrutura de recarga cresce para atender às necessidades dos motoristas. Atualmente, a rede está presente em milhares de municípios, mas nem todo carregador de veículo elétrico funciona da mesma maneira.

Os sistemas de recarga se dividem em duas categorias: corrente alternada (AC) e corrente contínua (DC). A principal diferença entre eles está no local onde a conversão da energia acontece.

Corrente alternada (AC)

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No WallBox a recarga da bateria pode ser feita em até quatro horas Foto: No WallBox a recarga da bateria pode ser feita em até quatro horas

Na recarga em corrente alternada, a energia da rede elétrica é entregue ao veículo por uma estação que garante a comunicação e a segurança do processo. A conversão da energia para o padrão da bateria é feita pelo carregador embarcado (OBC) do próprio carro.

A velocidade depende da potência da estação, da capacidade do carregador do veículo e das características da bateria. Por isso, o tempo de recarga varia conforme o modelo. As soluções mais comuns são:

  • EVSE portátil: um equipamento compacto que acompanha alguns veículos e pode ser ligado a uma tomada compatível. É uma alternativa prática para emergências ou locais sem estação fixa.

  • Wallbox: estação de recarga instalada em residências, condomínios e empresas. Desenvolvida para uso frequente, oferece mais segurança e estabilidade. Muitos modelos permitem programar e acompanhar a recarga por aplicativos.

Corrente contínua (DC)

Nissan Rogue PHEV vermelho
Nissan Rogue PHEV vermelho sendo carregado Foto: Divulgação/Nissan

Neste modelo, a conversão da energia ocorre no próprio equipamento de recarga, que a fornece diretamente ao sistema de bateria do veículo. O processo é supervisionado pelo sistema de gerenciamento da bateria (BMS), sem usar o carregador embarcado do carro.

Como a conversão é externa, o sistema opera com potências mais elevadas, que podem chegar a 50 kW, 120 kW, 180 kW ou até 350 kW. Isso reduz consideravelmente o tempo na tomada. Por essa razão, a recarga DC é comum em eletropostos e corredores rodoviários.

O futuro da recarga é bidirecional

A tecnologia de carregamento bidirecional permite usar a energia armazenada na bateria do veículo para outras finalidades. O carro pode fornecer energia para equipamentos elétricos (Vehicle-to-Load – V2L), residências (Vehicle-to-Home – V2H), edifícios (Vehicle-to-Building – V2B) ou até para a rede elétrica (Vehicle-to-Grid – V2G).

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