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Infraestrutura de recarga

Carregadores de elétricos exigem escolha técnica e atenção à infraestrutura

Expansão da mobilidade elétrica no Brasil aumenta demanda por informação e expõe desafios na recarga

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Estação de carregamento para carro elétrico
Estação de carregamento para carro elétrico Foto: Divulgação/GreenV

A expansão da mobilidade elétrica no Brasil tem trazido um novo desafio para consumidores: entender como funciona a recarga dos veículos e qual equipamento escolher. Com diferentes tipos de carregadores disponíveis no mercado, a decisão depende de fatores como perfil de uso, capacidade da rede elétrica e compatibilidade com o automóvel.

Levantamento da GreenV aponta que a maior parte dos usuários inicia com carregadores domésticos em corrente alternada (AC), geralmente entre 3,6 kW e 7,4 kW, considerados suficientes para rotinas residenciais. Já os equipamentos em corrente contínua (DC), mais potentes, são encontrados principalmente em rodovias e centros urbanos e permitem recargas rápidas, que podem chegar a 150 kW.

“Nosso objetivo é entregar uma infraestrutura de recarga confiável, segura e personalizada”, afirma Júnior Miranda. Segundo ele, a escolha do modelo deve considerar não apenas o veículo, mas também o ambiente de instalação e a frequência de uso.

Entre os modelos disponíveis, os carregadores portáteis são indicados para situações emergenciais ou viagens, enquanto os chamados wallbox se consolidam como a principal solução para uso diário em residências e empresas. Esses equipamentos oferecem maior estabilidade e, em alguns casos, permitem monitoramento remoto da recarga.

A compatibilidade é outro ponto de atenção. No Brasil, predominam os padrões Tipo 2, para corrente alternada, e CCS2, para corrente contínua, em linha com o mercado internacional. Ainda assim, não há uma padronização oficial, o que exige verificação prévia das especificações de cada veículo.

A instalação também pode influenciar a escolha. Fatores como capacidade da rede elétrica, necessidade de aterramento e distância até a vaga devem ser avaliados por profissionais. O custo médio de instalação residencial gira em torno de R$ 4 mil, podendo variar conforme a complexidade do projeto. Em condomínios, a adoção do sistema depende de regras internas e, em alguns casos, de soluções para medição individual de consumo.

Para Miranda, o avanço da tecnologia deve impactar a experiência dos usuários nos próximos anos. “Cada nova aliança reforça o compromisso de tornar a eletromobilidade uma realidade acessível e sustentável”, diz.

Apesar do crescimento do setor, desafios persistem. A expansão da infraestrutura de recarga rápida ainda é limitada pela capacidade da rede elétrica e pelo baixo incentivo a investimentos em equipamentos de alta potência. Além disso, menos de 10% dos veículos elétricos vendidos no país são compatíveis com recargas acima de 70 kW.

Com mais de 15 mil pontos residenciais instalados, a GreenV projeta ampliar sua presença no mercado, acompanhando a chegada de novas montadoras e o aumento da frota eletrificada no país.