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Aceleradas

5 marcas de carros que sumiram e deixaram muita saudade no Brasil

Com o lançamento do Fiat Pandina Tributo Autobianchi previsto para 2026 na Itália, listamos outras montadoras que marcaram época no país e que muitos gostariam de ver de volta às ruas

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Lada Niva
Lada Niva Foto: Divulgação

O lançamento de uma edição especial do Pandina, batizada de Tributo Autobianchi, previsto para o final de 2026 na Itália, acendeu uma chama de nostalgia no mercado. A manobra da Fiat é uma estratégia para cumprir a legislação italiana e manter os direitos sobre a marca histórica, servindo de gatilho para lembrar de outras montadoras que tiveram seus dias de glória no Brasil e hoje vivem apenas na memória dos apaixonados por carros.

Neste contexto de resgate de marcas históricas, listamos cinco que desapareceram do nosso mercado, mas que certamente seriam recebidas de braços abertos se decidissem voltar. Cada uma, a seu modo, ocupou um espaço importante e deixou um vazio que, para muitos, nunca foi totalmente preenchido.

Gurgel

João Gurgel ao lado de um BR-800
João Gurgel ao lado de um BR-800 Foto: Imagem/Divulgação

Um símbolo da engenhosidade nacional, a Gurgel Motores foi a materialização do sonho de produzir um carro genuinamente brasileiro. Fundada por João Gurgel, a marca ficou famosa por seus veículos compactos, robustos e inovadores, como o BR-800 e o Supermini. Seus modelos com carroceria de fibra de vidro e mecânica simples conquistaram um público que buscava economia e versatilidade. O fim da produção, nos anos 90, representou uma grande perda para a indústria do país.

Lada

Lada Niva
Lada Niva Foto: Divulgação

Os carros russos da Lada desembarcaram no Brasil no início dos anos 90, com a abertura das importações, e rapidamente se tornaram populares pela robustez e pelo preço competitivo. Modelos como o sedã Laika e, principalmente, o jipe Niva, viraram figuras carimbadas nas ruas e trilhas. O Niva, com sua tração 4x4 e fama de "inquebrável", criou uma legião de fãs que mantém o modelo vivo em clubes e encontros até hoje. Curiosamente, o Niva segue em produção na Rússia, com atualizações, mas mantendo sua essência.

Alfa Romeo

Alfa Romeo 2300 Ti4 1986
Alfa Romeo 2300 Ti4 1986 Foto: Alfa Romeo/Divulgação

Sinônimo de paixão, design e esportividade, a Alfa Romeo teve uma presença marcante no Brasil, especialmente com os sedãs 164 e 156, e o hatch 147. A marca italiana sempre foi associada a um desempenho emocionante e a um estilo inconfundível, com o famoso "cuore sportivo" (coração esportivo). Sua saída deixou órfãos os "alfisti", entusiastas que valorizam a experiência de dirigir acima de tudo.

SEAT

Seat Ibiza vermelho de frente estacionado
Seat Ibiza vermelho de frente estacionado Foto: Reprodução

A subsidiária espanhola do Grupo Volkswagen teve uma passagem relativamente curta, mas intensa, pelo Brasil. Com modelos como Ibiza e Córdoba, que compartilhavam plataforma com o Polo, a SEAT oferecia um toque de design latino e acabamento mais apimentado. Seus carros eram vistos como uma alternativa com mais personalidade aos sóbrios irmãos alemães, mas a marca deixou o país após uma reestruturação estratégica do grupo no início dos anos 2000.

Daewoo

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O Daewoo Lacetti, vendido no ocidente como Chevrolet Cruze Foto: Reprodução

Outra marca que aproveitou a onda de importações dos anos 90 foi a sul-coreana Daewoo. Ela chamou a atenção ao oferecer carros com design arrojado, como o sedã Espero (desenhado pelo estúdio Bertone), e uma lista generosa de equipamentos por um preço competitivo. Modelos como o Lanos e o Prince também tiveram seu espaço, mas a crise financeira da empresa na Ásia no fim da década selou seu destino no mercado global e, consequentemente, no Brasil.

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