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Estudo revela que telas são o maior problema dos carros novos

Pesquisa da J.D. Power mostra que sistemas multimídia e conectividade seguem como o principal foco de insatisfação, apesar da melhora na qualidade geral dos veículos.

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O Leap One, sua central multimidia, tem uma tela de 14,6
O Leap One, sua central multimidia, tem uma tela de 14,6" com conexão à internet e atualização OTA. Foto: Divulgação/Stellantis

Os carros novos estão mais confiáveis do que há um ano, mas as centrais multimídia continuam sendo o principal motivo de reclamações dos proprietários. É o que mostra o estudo Initial Quality Study (IQS) 2026, da J.D. Power, que avaliou mais de 78 mil veículos durante os primeiros 90 dias de uso. Segundo o levantamento, 46% dos relatos de distração ao volante estão relacionados às telas e aos sistemas de infotainment, percentual muito superior aos 18% atribuídos aos alertas dos sistemas de assistência ao motorista.

Embora a qualidade geral dos veículos tenha apresentado a maior evolução desde 1997, os sistemas de infotainment foram a única categoria que registrou piora em relação ao ano passado. A principal origem dos problemas está na conexão entre o carro e o smartphone, especialmente com Apple CarPlay e Android Auto, além de falhas em Bluetooth, Wi-Fi e aplicativos que controlam funções do veículo.

O SUV conta com central multimídia de 12,3", painel digital de 8 polegadas e teto solar panorâmico
O SUV conta com central multimídia de 12,3", painel digital de 8 polegadas e teto solar panorâmico Foto: BYD/Divulgação

Segundo a J.D. Power, parte da dificuldade ocorre porque os sistemas dos celulares recebem atualizações constantes, enquanto as montadoras precisam validar novamente a compatibilidade com o software embarcado dos veículos. Como o sistema multimídia passou a concentrar comandos de climatização, navegação, configurações do carro e outras funções antes controladas por botões físicos, qualquer falha ou lentidão acaba comprometendo toda a experiência de uso.

O estudo também aponta que muitos motoristas consideram as telas excessivamente complexas. Para realizar tarefas simples, como ajustar a temperatura do ar-condicionado, é comum navegar por diversos menus, aumentando o tempo em que os olhos ficam fora da estrada. Esse cenário já levou autoridades europeias a incentivar o retorno de comandos físicos para funções essenciais em futuros modelos.

Apesar das críticas às telas, o levantamento mostra uma melhora significativa na qualidade dos carros novos como um todo. O índice caiu de 192 para 175 problemas a cada 100 veículos (PP100), o melhor resultado em quase três décadas. Entre as marcas premium, a Porsche liderou o ranking de qualidade inicial, enquanto a Ford ficou na primeira posição entre as fabricantes de grande volume. 

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