O Grande Prêmio da Grã-Bretanha, realizado em Silverstone, é um dos mais tradicionais da Fórmula 1. No calendário praticamente desde a criação da categoria e casa de diversos pilotos e equipes, a etapa é sempre especial. Neste ano, o GP chamou atenção pelos carros utilizados pelos pilotos, confira:
Mercedes - Kimi Antonelli e George Russell
A principal equipe da temporada, a Mercedes, já atrairia olhares naturalmente por conta de George Russell, piloto da casa, que chegou ao circuito à bordo de um G63 AMG, equipado com motor V8 biturbo de 4 litros, capaz de entregar 585 cv de potência. No Brasil, uma unidade parte de R$ 2 milhões.
O líder do campeonato, o italiano Kimi Antonelli chegou à bordo de um C63 Sedan, também na variante esportiva AMG. Nesse caso, o motor é um de quatro cilindros em linha com sistema híbrido plug-in que combinam para 680 cv e mais de 100 kgfm de torque e leva o modelo de zero aos 100 km/h em 3,4 segundos. No Brasil, uma unidade parte de R$ 928.900.
Os dois modelos, provavelmente pertencem à própria Mercedes e estavam em um tom de azul característico. Neste fim de semana a equipe da marca alemã homenageou o “blue wonder”, caminhão de transporte preparado para altas velocidades usado na temporada de 1955.
O caminhão tinha como curiosidades o desenho frontal inspirado no Mercedes-Benz SL da época e a cabine instalada à frente do eixo dianteiro, sem falar da velocidade máxima de 170 km/h.
Ferrari - Lewis Hamilton e Charles Leclerc
Se Hamilton levou os torcedores ao delírio ao conquistar a Pole Position para a corrida Sprint e a terceira posição na corrida, Leclerc conquistou a sua primeira vitória na temporada. A dupla da Ferrari é tradicionalmente vista circulando com o SUV da marca, o Purosangue.
Na etapa britânica não foi diferente e Hamilton teve à disposição um exemplar preto, enquanto Leclerc contava com uma unidade azul em sua vaga. O “FUV” (Ferrari Utility Vehicle) é equipado com motor V12 de 725 cv de potência e tem unidades à venda no Brasil a partir de R$ 6,5 milhões.
Red Bull - Max Verstappen e Isack Hadjar
Max ???? Kimi #F1 #BritishGP pic.twitter.com/OGfUscw3Ex
— Formula 1 (@F1) July 4, 2026
Max Verstappen teve um fim de semana para esquecer no Reino Unido e sua escolha para transporte foi bem discreta, o SUV elétrico Ford Explorer, que custa a partir de 38,4 mil libras (R$ 264,5 mil). Dependendo da configuração, a tração é dianteira ou integral, e a potência varia entre 190 cv ou 340 cv, com até 570 km de alcance máximo.
O francês Isack Hadjar também se locomoveu com um veículo simples, uma Ford Ranger Wildtrak, que custa cerca de 44,9 mil libras (R$ 309,5 mil) e pode ser configurada com motor 3.0 V6 turbodiesel de 240 cv (10 a menos que o modelo brasileiro) ou híbrido plug-in a gasolina de 281 cv.
É provável que a escolha dos carros utilizados pelos pilotos tenha ficado à cargo da Ford, fornecedora de motores para a Red Bull a partir da temporada de 2026.
Haas - Esteban Ocon e Ollie Bearman
A dupla da Haas não teve muito destaque nas pistas neste grande prêmio britânico, mas no estacionamento, brilharam. Na vaga destinada ao experiente piloto francês, estava estacionado um Toyota GR Yaris com adesivos indicando uma personalização própria da marca japonesa, parceira técnica da Haas.
O britânico, por sua vez, roubou os holofotes ao chegar para a corrida à bordo de uma Ferrari Dino 246 GTS. O esportivo foi fabricado entre 1969 e 1974 e equipado com motor V6 2.4 de 195 cv de potência.
Arriving in style for his home race! ????@OllieBearman rocks up in an old school Ferrari Dino ??#F1 #BritishGP pic.twitter.com/943c9Fp8DP
— Formula 1 (@F1) July 5, 2026
McLaren - Lando Norris e Oscar Piastri
Lando Norris roubou os holofotes ao escolher um clássico para chegar ao circuito britânico. O piloto da casa usou um Jaguar E-Type conversível. É provável que o “Jag” faça parte da coleção do próprio piloto, amante de carros clássicos.
arrival of the world champion ?????? pic.twitter.com/NeBHRq5A50
— marta at landostand (@marthlaren) July 5, 2026
O E-Type é um dos modelos mais aclamados da marca britânica e foi produzido entre 1961 e 1974, com o modelo usado por Norris sendo da primeira geração, fabricado até 1968. Debaixo do capô estava um motor 3.8 de carburação tripla que entregava 265 cv. A partir de 1964, o deslocamento foi ampliado para 4,2 litros, mantendo a potência e aumentando o torque em 18%, alcançando 39,1 kgfm.
Oscar Piastri não tinha nenhum carro em seu espaço de estacionamento designado, mas o carro de Norris estava acompanhado do McLaren Speedtail que já foi utilizado pelo CEO da McLaren, Zak Brown, em outras oportunidades.
O Speedtail é um híbrido equipado com motor 4.0 V8 bi-turbo e propulsores elétricos que combinam para 1.050 cv de potência e levam o carro de três lugares a até 403 km/h. Apenas 106 unidades foram produzidas pela empresa britânica.
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