A histórica marca italiana Autobianchi desapareceu do mercado em 1995, mas está próxima de voltar ao mudno em breve. A estratégia não envolve um relançamento completo, mas sim uma manobra jurídica para manter os direitos sobre o nome, utilizando-o em uma edição especial e limitada do Fiat Pandina.
Uma marca com história
Fundada em 1955 a partir de uma colaboração entre a família Bianchi (fabricante de bicicletas), Pirelli e Fiat, a Autobianchi ficou conhecida por seus carros compactos e inovadores para a época. O modelo mais icônico da marca foi o A112, um pequeno hatch que se tornou um sucesso e precursor de futuros modelos da Fiat.
A revelação e o modelo de tributo
Os rumores sobre o retorno da Autobianchi surgiram no final de 2025, quando fotógrafos flagraram um Fiat Pandina com o logotipo da empresa. A confirmação veio através da revista italiana Quattroruote, que detalhou a criação da série especial "Pandina Tributo Autobianchi".
Segundo a revista, o modelo não terá alterações mecânicas, mantendo o motor 1.0 híbrido-leve de 70 cv, mas com por um pacote visual exclusivo com logotipos da Autobianchi nas calotas e na traseira. A cor de lançamento deverá ser um tom de marrom-bege bem característico dos carros da marca do passado.
A escolha do Pandina como base para a homenagem foi simbólica. Lançada em 2011, esta geração do Panda (rebatizado como Pandina) completou 15 anos de mercado em 2026, consolidando-se como um modelo veterano e um dos carros mais vendidos da Itália. A edição especial marcou um dos últimos atos do modelo antes da chegada de seu sucessor elétrico.
A estratégia por trás do retorno
O principal motivo para a Stellantis reviver o nome foi puramente legal. A legislação europeia de marcas registradas estipula que, se um nome não for utilizado comercialmente por um período de cinco anos, o proprietário perde os direitos sobre o nome, permitindo que terceiros o registrem.
Como o nome Autobianchi não era usado há mais de três décadas, desde o fim da produção do Y10 em 1995, a empresa precisava agir para não perder os direitos sobre a marca histórica.
No passado, o governo italiano chegou a considerar a possibilidade de adquirir marcas automotivas históricas não utilizadas e desenvolver uma espécie de parceria com fabricantes chinesas para que os nomes tradicionais voltassem às lojas. Esse movimento aumentou a pressão para que grupos como a Stellantis protegessem ativamente seus portfólios.
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