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na ponta do lápis

Alugar ou usar carro próprio? A conta que define a melhor opção para viajar

Colocamos na ponta do lápis os custos de pedágio, combustível, desgaste e aluguel para você decidir o que compensa mais no próximo feriado

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Carros circulam em avenida de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais
Carros circulam em avenida de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais Foto: Jair Amaral/EM/D.A Press

A chegada de um feriado prolongado — e 2026 traz oito oportunidades, como Paixão de Cristo (3 de abril), Dia do Trabalho (1º de maio) e Independência do Brasil (7 de setembro) — traz uma dúvida comum para quem planeja viajar de carro: vale mais a pena usar o veículo próprio ou alugar um? A resposta não é única e depende de uma conta que vai muito além do combustível e do pedágio. Colocar todos os custos na ponta do lápis é o que define a escolha mais inteligente para o seu bolso.

Viajar com o carro da família parece, à primeira vista, a opção mais barata. Afinal, o veículo já está na garagem. No entanto, essa percepção ignora custos invisíveis que pesam no orçamento a longo prazo. O principal deles é o desgaste. Pneus, óleo, freios e outros componentes têm sua vida útil reduzida a cada quilômetro rodado em uma estrada.

Para calcular esse custo, uma estimativa simples pode ser usada. Considere um valor entre R$ 0,70 e R$ 1,50 por quilômetro rodado para cobrir depreciação e manutenção, segundo estimativas do mercado automotivo brasileiro, dependendo do modelo do seu carro. Em uma viagem de 1.000 quilômetros (ida e volta), o custo "oculto" pode facilmente ultrapassar os R$ 700, valor que não sai do bolso imediatamente, mas que será pago na próxima revisão ou na troca do veículo.

A matemática do aluguel

Alugar um carro elimina a preocupação com o desgaste do seu patrimônio. O valor da diária é fixo e, geralmente, inclui seguro básico e assistência 24 horas, o que garante tranquilidade em caso de imprevistos mecânicos. A locadora assume a responsabilidade por qualquer problema, uma vantagem considerável em destinos distantes.

Outro ponto positivo é a flexibilidade. Você pode escolher um modelo mais econômico para trajetos longos, um SUV para estradas de terra ou um carro maior para viajar com mais pessoas e bagagens, adequando o veículo à necessidade específica daquela viagem.

Colocando os números na mesa

Para decidir, a comparação é direta. Primeiro, calcule o custo da viagem com seu carro: some o gasto com combustível, todos os pedágios e o valor do desgaste (multiplique a distância total pela sua estimativa por km). Depois, faça a conta do aluguel: some o valor total das diárias, o combustível e os pedágios.

Em um exemplo hipotético com valores de referência, imagine uma viagem de quatro dias que totaliza 800 km (ida e volta). Com um carro próprio que faz 12 km/l e um custo de desgaste de R$ 0,80/km, a conta seria: R$ 400 de combustível (com gasolina a R$ 6/litro), R$ 100 de pedágios e R$ 640 de desgaste. Total: R$ 1.140.

Agora, com um carro alugado a R$ 150 por dia, o custo seria: R$ 600 de aluguel, mais os mesmos R$ 400 de combustível e R$ 100 de pedágios. Total: R$ 1.100. Neste cenário, alugar já se mostra ligeiramente mais vantajoso, além de poupar seu veículo do esforço da estrada.

Vale ressaltar que os valores usados são exemplos didáticos. Os preços de combustível, pedágio e aluguel variam conforme região, época do ano e disponibilidade, devendo ser consultados no momento da viagem.

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