Aquele barulho metálico que aparece ao pisar no freio ou o "tec-tec" vindo do capô não são apenas incômodos. Eles representam um aviso que, se ignorado, pode transformar um gasto de centenas de reais em uma despesa de milhares. Entender o que esses ruídos significam é o primeiro passo para proteger seu carro e seu bolso.
Muitos motoristas adiam a visita à oficina por falta de tempo ou por medo do diagnóstico. No entanto, a manutenção preventiva é sempre mais barata que a corretiva. Vale lembrar que os valores mencionados nesta reportagem são médias nacionais (referentes a 2026) e podem variar conforme a região e a oficina escolhida. Um problema simples, quando não resolvido, pode gerar um efeito cascata e danificar componentes mais caros do veículo.
Freios: do chiado ao prejuízo
Um assobio agudo ao frear geralmente indica o fim da vida útil das pastilhas de freio. É um alerta de segurança crucial. A troca preventiva do conjunto de pastilhas custa, em média, entre R$ 250 e R$ 600 para carros populares e SUVs compactos.
Quando o motorista insiste em rodar assim, o material de atrito se esgota e o metal da pastilha começa a raspar diretamente no disco de freio. O resultado é um dano severo a essa peça. O que era um reparo simples se transforma na necessidade de substituir também os discos. A conta sobe para uma faixa entre R$ 800 e R$ 1.500, podendo ultrapassar esse valor dependendo do modelo.
Ruídos no motor: o alerta mais caro
Batidas secas e contínuas, conhecidas como "rajadas de motor", podem ter diversas origens, desde falta de lubrificação até problemas mais sérios em componentes internos. Um ruído similar a um zumbido ou estalo vindo da região da correia dentada, por exemplo, é um sinal de alerta máximo.
A substituição preventiva da correia e do tensionador varia entre R$ 400 e R$ 900 na maioria dos veículos nacionais. É um custo relativamente baixo pela função vital que ela exerce. Se essa correia arrebentar com o carro em movimento, o estrago é imenso. O motor perde o sincronismo, causando o choque entre pistões e válvulas.
O conserto exige a retífica do cabeçote ou, em casos piores, do motor inteiro. A conta parte de R$ 5.000, podendo ser muito superior dependendo do modelo e da extensão do dano.
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