O governo federal oficializou um novo reajuste na tabela do frete rodoviário de cargas, elevando os custos do transporte em todo o país. A atualização foi feita pela Agência Nacional de Transportes Terrestres e segue o chamado “gatilho” previsto em lei, acionado sempre que o preço do diesel sobe mais de 5%.
Desta vez, a revisão foi motivada pela alta recente do combustível, que acumulou aumento superior a 13% nas últimas semanas. Com isso, os valores mínimos do frete subiram de forma variada, com reajustes que passam de 4% e podem chegar a cerca de 7%, dependendo do tipo de operação e do veículo utilizado.
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Além do aumento, o governo também decidiu endurecer a fiscalização para garantir o cumprimento da tabela, após identificar milhares de infrações e empresas que estariam pagando abaixo do mínimo obrigatório. Em casos mais graves, há previsão até de impedimento para contratar fretes.
A medida ocorre em meio à pressão dos caminhoneiros, impulsionada pela escalada no preço do diesel e pelo risco de novas paralisações no setor. Para especialistas e representantes do agronegócio, o reajuste tende a elevar os custos logísticos e pode impactar diretamente o preço de produtos transportados pelo país.
Na prática, o aumento do frete reforça o efeito em cadeia da alta dos combustíveis, pressionando desde a indústria até o consumidor final, em um momento de forte sensibilidade nos custos da economia brasileira.
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