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BMW descarta retorno à F1 e diz que não há ligação com carros de rua

Fabricante alemã teve sucesso na categoria na segunda metade dos anos 2000, mas não voltará tão cedo

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BMW-Sauber F1.09 disputou a temporada de 2009 da Fórmula 1, a última da BMW
BMW-Sauber F1.09 disputou a temporada de 2009 da Fórmula 1, a última da BMW Foto: Divulgação

A intenção da FIA com o novo regulamento da Fórmula 1 era claro: atrair novos fabricantes de motores. A ideia deu certo, uma vez que a Audi estreou em 2026 com motores próprios, e a Cadillac estreou com o compromisso de ter seus próprios propulsores em 2029. O CEO da divisão M da BMW, Frank van Meel, descartou o retorno da companhia à Fórmula 1 por não haver relação entre os carros de corrida e os de rua.

Em entrevista à imprensa australiana, o CEO belga declarou que não existem planos para retornar à categoria e afirmou que não existe proximidade entre a tecnologia usada nos carros da F1 e os modelos de rua.

“Tentamos estar próximos aos nossos produtos em tudo que fazemos. É por isso que estamos felizes com a M4 nas categorias GT4 e GT3 usando o mesmo motor que está nos carros de rua M com seis cilindros”, declarou.

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BMW M4 GT3 Foto: Divulgação/BMW

Apesar disso, van Meel sabe que a Fórmula 1 é uma ótima oportunidade de marketing, mas não é o suficiente em termos de tecnologia.

“ [A Fórmula 1] É ótima de um ponto de vista de marketing pois são os maiores eventos, as maiores corridas que você tem. Em termos de alcance de pessoas é ótimo, mas em termos tecnológicos chega perto dos nossos objetivos, então é por isso que estamos fora”, concluiu.

Como funciona o motor da Fórmula 1?

Novo regulamento fez Audi se interessar pela Fórmula 1
Novo regulamento fez Audi se interessar pela Fórmula 1 Foto: Divulgação/Audi

Para a temporada de 2026, a F1 manteve o conjunto de propulsão híbrido composto por um motor V6 turbo movido a combustíveis renováveis e um propulsor elétrico mais potente que a parte a combustão.

A unidade de potência é composta pelo motor de combustão interna, turbocompressor, bateria, unidade controladora e motor elétrico (MGU-K). Este último componente tem função de recuperar energia nas frenagens, mas também tracionar o veículo. Com o novo regulamento, a parte elétrica é responsável por 50% da propulsão do veículo.

Segundo a Fórmula 1, o novo regulamento atraiu marcas como Audi e Cadillac, e nesta última semana, crescem os rumores sobre o interesse da chinesa BYD, uma das principais fabricantes de motores híbridos do planeta, em participar da categoria.

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