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Falha nas maçanetas impedem resgate em carro elétrico em chamas

Acidente fatal voltou a fomentar discussões sobre maçanetas em carros elétricos chineses

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Veículo em chamas não pode ser aberto por falha no sistema de maçanetas
Veículo em chamas não pode ser aberto por falha no sistema de maçanetas Foto: Reprodução/CarnewsChina

Um acidente com um carro elétrico da Xiaomi em Chengdu, na China, voltou a promover o debate sobre as maçanetas em carros produzidos no país asiático. Nesse acidente em específico, o veículo pegou fogo e o motorista ficou preso por falha nas maçanetas.

Segundo a revista chinesa Caixin e o portal Car News China, o veículo colidiu enquanto trafegava a 167 km/h e após a colisão, pegou fogo. Imagens do acidente mostram pessoas tentando abrir a porta do carro elétrico, porém, sem sucesso. Isso aconteceu pelo fato de as portas serem acionadas eletricamente, e como não havia sistema elétrico de baixa voltagem por conta do acidente, as maçanetas não funcionaram.

O acidente ocorreu no dia 13 de outubro de 2025. Deng, o motorista do Xiaomi, estava dirigindo sob efeito de álcool por volta das 3 da manhã quando bateu em outro veículo, cruzou o canteiro central e seu carro pegou fogo.

Esse não foi o primeiro acidente com incêndio em veículo da Xiaomi. O modelo conta com sistema de abertura mecânica das portas em caso de emergência, porém, não funcionou neste acidente.

Regulamentação mudará maçanetas

Não é somente a Xiaomi que utiliza essa tecnologia de acionamento elétrico das maçanetas, e por conta do elevado número de acidentes fatais, o Ministério de Tecnologia, Indústria e Informação da China apresentou uma regulamentação sobre as maçanetas de carros elétricos.

Aprovada em janeiro, a nova regulamentação obriga que os mecanismos das portas dos carros fabricados e vendidos na China sejam operados em casos onde o veículo não tenha energia, seja em caso de falhas de bateria ou outros tipos de problemas. As fabricantes terão até 2029 para adaptar os modelos atuais às novas regras, e modelos novos, a partir de 2027, deverão obrigatoriamente obedecer a nova diretriz.