A Aston Martin oficializou, nesta quarta-feira (25), que demitirá até 20% do seu quadro de funcionários. A decisão da marca britânica ocorre após um ano de 2025 difícil, marcado por prejuízos crescentes e tarifas globais que impactaram fortemente os resultados.
Em entrevista à "Bloomberg", o CEO da Aston Martin, Adrian Hallmark, citou o presidente Donald Trump como um dos culpados pela crise da montadora. As tarifas impostas pelos Estados Unidos prejudicaram diversas montadoras de carro estrangeiras.
"Não quero culpar Donald Trump por todos os nossos problemas, mas ele certamente teve um papel importante no problema que enfrentamos no ano passado. Nossa meta era atingir o ponto de equilíbrio em 2025 — e não conseguimos por uma grande margem", declarou.
Os números da Aston Martin são preocupantes. A receita caiu US$ 1,7 bilhão (R$ 8,7 bilhões) em comparação com 2024, enquanto os prejuízos operacionais aumentaram 161%, de US$ 134,3 milhões (R$ 689 milhões) para US$ 350,4 milhões (R$ 1,79 bilhão).
Em termos nominais, a Aston Martin registrou um prejuízo de US$ 665,6 milhões (R$ 3,4 bilhões) no ano fiscal de 2025. "Um cenário sem precedentes de incertezas geopolíticas e pressões macroeconômicas, incluindo o aumento das tarifas nos EUA e na China, afetou nosso desempenho", explicou Hallmark.
Fora as tarifas aplicadas na América do Norte, a Aston Martin viu o mercado de carros de luxo esfriar significativamente na China. Para estabilizar a situação, a fabricante espera reduzir os custos em US$ 54 milhões (R$ 277 milhões) com a redução no quadro de empregados.
A marca também está reduzindo os gastos futuros, adiando seus planos para veículos elétricos, uma medida que diminuirá seu orçamento de desenvolvimento de cinco anos de US$ 2,7 bilhões para US$ 2,3 bilhões. "No ano fiscal de 2026, esperamos apresentar uma melhoria significativa no desempenho financeiro", finalizou Hallmark.
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