x
UAI
VALE A PENA?

Donos de BYD Dolphin opinam: prós e contras após 3 anos no Brasil

Proprietários falam o que agrada e o que decepciona no dia a dia

Publicidade
BYD Dolphin é 100% elétrico
BYD Dolphin é 100% elétrico Foto: Divulgação/BYD

O BYD Dolphin foi lançado oficialmente no Brasil em junho de 2023 e rapidamente se tornou um dos carros elétricos mais vendidos do país. Após quase três anos, os proprietários já acumulam quilômetros e experiências que revelam os verdadeiros pontos fortes e fracos do modelo. Com base em relatos de donos em fóruns especializados e redes sociais, a opinião geral é positiva, mas com ressalvas.

Entre os elogios, a economia de uso é imbatível e citada por quase todos os donos. O custo para "abastecer" a bateria em casa é drasticamente menor do que encher o tanque de um carro a combustão. A agilidade no trânsito, graças ao torque instantâneo do motor elétrico, e o silêncio a bordo também são constantemente destacados como fatores que transformam a experiência de dirigir na cidade.

O pacote tecnológico é outro grande atrativo. A famosa central multimídia com tela giratória, o painel de instrumentos digital e a lista recheada de equipamentos de série, mesmo na versão de entrada, surpreendem em um carro de sua faixa de preço. O espaço interno, beneficiado pela plataforma dedicada a elétricos, também agrada, oferecendo conforto superior ao de muitos hatches compactos tradicionais.

O que pode melhorar no Dolphin?

Carro da BYD por assinatura vale a pena? Veja os preços e compare
Modelos BYD Dolphin, como os ilustrados, são opções populares para assinatura de carro elétrico no Brasil. Foto: BYD/Divulgação

Apesar das qualidades, as críticas se concentram em pontos específicos. A suspensão é, de longe, a principal queixa. O acerto, considerado macio demais para as ruas e estradas brasileiras, faz o carro balançar em excesso em ondulações e raspar a parte inferior em lombadas e valetas com mais facilidade do que o desejado.

Outro ponto de atenção é a rede de concessionárias e o serviço de pós-venda. Proprietários relatam dificuldades para agendar revisões e uma certa demora na reposição de peças, um reflexo da rápida expansão da marca no mercado nacional. A falta de um estepe, substituído por um kit de reparo, também gera insegurança em alguns motoristas.

Por fim, a autonomia declarada pelo Inmetro, embora suficiente para o uso urbano da maioria dos motoristas, raramente é atingida na prática. Fatores como o uso constante do ar-condicionado e o estilo de condução podem reduzir o alcance real do veículo, exigindo um planejamento maior para viagens mais longas.

• Assista aos vídeos do VRUM no YouTube e no Dailymotion!