Um estudo recente do Conselho Internacional para Transporte Limpo (ICCT) revelou que carros elétricos vendidos no Brasil emitem até 87% menos dióxido de carbono (CO2) em comparação aos modelos equivalentes com motor a combustão, evidenciando o potencial da eletrificação para reduzir o impacto ambiental do setor automotivo.
A análise utilizou dados oficiais do programa MOVER, política do governo federal voltada à eficiência energética e redução de emissões, e comparou diferentes tecnologias disponíveis no mercado nacional. Os resultados mostram que os veículos totalmente elétricos são, de longe, os mais eficientes em termos de emissões, enquanto híbridos e modelos flex apresentam reduções mais modestas.
Isso acontece porque os elétricos não possuem emissões diretas pelo escapamento e, no caso do Brasil, também se beneficiam de uma matriz elétrica majoritariamente renovável, o que reduz significativamente o impacto ambiental total. Essa característica coloca o país em posição favorável para a adoção dessa tecnologia.
Os dados indicam ainda que, embora híbridos possam reduzir emissões em relação a carros convencionais, o ganho é menor. Em média, híbridos flex emitem cerca de 23% menos CO2 do que um veículo convencional médio, enquanto híbridos plug-in apresentam redução ainda mais limitada, dependendo do uso.
Além do impacto ambiental direto, o estudo também destaca que a eletrificação da frota pode trazer benefícios amplos, incluindo melhorias na qualidade do ar e redução de doenças relacionadas à poluição, além de contribuir para metas climáticas de longo prazo.
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