O valor do seguro de automóveis e motos voltou a apresentar variações significativas entre as regiões de Belo Horizonte em janeiro de 2026, segundo dados do IPSA e IPSM, índices desenvolvidos pela TEx, que integra a Serasa Experian. O levantamento mostra que o índice geral iniciou o ano em 4,7% para automóveis e 8,8% para motocicletas, indicando estabilidade em relação ao fim de 2025.
Na comparação interna, a Zona Norte registrou 4,6% no seguro auto e 10,5% no seguro de moto, enquanto o centro da cidade marcou 3,1% e 8,8%, respectivamente. A diferença no seguro de automóveis chega a 48,4%, evidenciando como fatores regionais, como perfil de risco e histórico de sinistros, influenciam diretamente no preço final pago pelo consumidor.
Considerando a região metropolitana de Belo Horizonte, o índice ficou em 4,0% para automóveis e 9,0% para motos. O desempenho coloca a Grande BH abaixo de capitais como São Paulo, que registrou 4,9% e 11,5%, e Rio de Janeiro, com 6,3% e 12,3%, além de próximo aos níveis observados no Recife, que apresentou 4,2% no auto e 8,8% nas motocicletas.
O levantamento também mostra variação conforme a idade e o valor do veículo, carros com 6 a 10 anos registraram índice de 6,1%, enquanto modelos 0km ficaram em 2,9%, indicando menor risco médio nessa faixa. Já veículos avaliados entre R$ 31 mil e R$ 50 mil atingiram 8,2%, faixa que concentra grande volume de modelos populares e compactos no mercado.
De acordo com Emir Zanatto, da TEx, os números indicam um cenário de menor pressão relativa para a região metropolitana, especialmente quando comparada a grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda assim, as diferenças internas dentro de Belo Horizonte continuam expressivas, exigindo atenção do consumidor na hora de cotar o seguro, já que o endereço pode alterar de forma significativa o valor da apólice.
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