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A conta não fecha: por que ter um carro está cada vez mais caro

Entenda os fatores econômicos, da alta dos juros à inflação de peças, que estão tornando o sonho do carro próprio um desafio para o brasileiro

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O principal vilão inicial é o crédito caro
O principal vilão inicial é o crédito caro Foto: shutterstock/Divulgação

Manter um carro na garagem está pesando mais no bolso do brasileiro. O sonho do veículo próprio enfrenta uma combinação de fatores econômicos que elevam os custos de compra e manutenção a patamares desafiadores, forçando muitos a repensar a viabilidade de ter um automóvel.

O principal vilão inicial é o crédito caro. Com a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, os financiamentos de veículos se tornaram proibitivos para uma parcela significativa da população. As parcelas ficam mais altas e o valor final pago pelo carro pode facilmente superar o dobro do preço de tabela.

Foto mostra, de cima, diversos veículos em meio trânsito intenso em uma rodovia de três faixas nos arredores de Berlim, na Alemanha
Veículos estão mais caros Foto: John MacDougall/AFP

Mesmo para quem consegue comprar o veículo à vista ou já quitou o financiamento, as despesas contínuas formam uma bola de neve. A inflação que afeta o supermercado também chegou com força às autopeças. Itens básicos de manutenção, como pneus, filtros e óleo, sofreram reajustes expressivos nos últimos 24 meses, impactados pela variação do dólar e por questões na cadeia de suprimentos global.

A conta mensal que não para de subir

Os gastos na bomba de combustível continuam sendo uma preocupação constante. A volatilidade nos preços da gasolina e do etanol impede um planejamento financeiro preciso, transformando cada ida ao posto em uma surpresa desagradável para o orçamento mensal.

Outro custo que disparou foi o do seguro automotivo. Com reajustes que, segundo dados do setor, chegaram a 20% em 2025, o aumento no índice de roubos e furtos em diversas regiões do país, somado ao encarecimento das peças de reposição, fez com que as seguradoras elevassem seus preços. Em alguns casos, o valor anual do seguro pode equivaler a uma parcela significativa do próprio veículo.

Não se pode esquecer dos impostos anuais, como o IPVA e o licenciamento, que acompanham a valorização dos carros usados e também representam um desembolso considerável no início de cada ano.

Carro por assinatura ganha força

Diante desse cenário, modalidades como o carro por assinatura vêm ganhando popularidade, com um crescimento de mercado superior a 30% em 2025. O serviço oferece um pacote com mensalidade fixa que inclui o uso do veículo, seguro, manutenções preventivas e documentação. A principal vantagem é a previsibilidade dos gastos.

Para muitos consumidores, a troca da posse pela conveniência de um serviço se tornou a solução. A conta de ter um carro próprio, com seus custos variáveis e crescentes, simplesmente deixou de fechar, abrindo espaço para novas formas de se locomover.

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