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Para sobreviver!

CEO da Toyota pede que rivais se juntem para proteger indústria japonesa

Koji Sato acredita que medida pode reduzir custos de produção e resistir à indústria chinesa

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A versão de 5 lugares do Corolla Cross é sucesso em vendas no Brasil
A versão de 5 lugares do Corolla Cross é sucesso em vendas no Brasil Foto: Toyota/ divulgação

A invasão chinesa não é um problema exclusivo do mercado brasileiro. Ao redor do mundo, diversas companhias tradicionais estão reavaliando a forma com que operam para reduzir custos e conseguir fazer frente aos carros produzidos na China. Para Koji Sato, CEO da Toyota, as empresas locais precisam colaborar mais para juntas resistir aos chineses.

Em entrevista ao portal Automotive News, o executivo japonês, que também preside a associação de fabricantes automotivos do Japão, afirmou que é preciso uma padronização de peças na indústria do país.

“Temos um forte senso de crise e que a indústria automotiva do Japão está passando por um grande período de transição. Agora é exatamente o momento de um desenvolvimento avançado e evolução, com desafios e iniciativas de reformas que a indústria automotiva como um todo deve enfrentar”.

Sato acredita que é necessário haver uma espécie de padronização de peças entre as fabricantes do país, o que reduziria custos de desenvolvimento e direcionaria os recursos para criar tecnologias que os consumidores mais desejam.

O CEO da Nissan, Ivan Espinosa, corrobora com a opinião de Sato: “Estamos conversando seriamente sobre o que podemos fazer juntos, pois vejo que outras indústrias em outros países ou partes do mundo, são mais organizadas do que nós. Veremos mais colaboração entre as fabricantes japonesas”.

O que seria essa padronização?

Sato e Espinosa não foram muito claros no que desejam, mas a tendência pode ser a divisão de plataformas e até mesmo sistemas híbridos ou até mesmo propulsão, tanto elétrica quanto a combustão. Se a ideia é ganhar escala visando competir com os chineses, o desenvolvimento de sistemas ADAS pode baratear a tecnologia.

Centro de baterias da Toyota em Sorocaba (SP)
Centro de baterias da Toyota em Sorocaba (SP) Foto: Divulgação/Toyota

Esse compartilhamento não é novidade na indústria, e a própria Toyota já opera dessa forma. A parceria entre Subaru e Toyota, por exemplo, compartilha modelos entre as duas empresas. No passado, o Supra, tradicional esportivo da marca, só voltou à ser produzido por conta da parceria com a BMW, que ajudou no desenvolvimento do modelo e criou o BMW Z4, usando a mesma base.

Ford e General Motors, por exemplo, possuem uma transmissão de 10 velocidades desenvolvida em conjunto. A atual geração da picape Ranger foi desenvolvida em parceria com a Volkswagen, o que resultou em uma Amarok inédita para a Europa e outros mercados selecionados.

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