Em apenas 9 meses de funcionamento oficial, a BYD já atingiu a marca de 100 mil carros produzidos na fábrica de Camaçari. King, Song Pro e Dolphin Mini, os três carros produzidos sob o regime de SKD (chegam semi montados da China) terão mais etapas do processo produtivo já este ano.
Durante a entrevista coletiva que aconteceu no galpão de montagem final dos carros da marca, o vice-presidente da BYD do Brasil, Alexandre Baldy, mostrou um vídeo com o avanço das obras no local e afirmou que a empresa pretende iniciar estamparia e pintura de seus carros na Bahia ainda este ano.
Em outubro, somente o edifício de montagem final estava concluído, e após nove meses, a planta baiana já conta com estruturas avançadas do prédio de pintura, produção de estamparia e produção de peças leves.
Serão ainda dois prédios de soldagem, dos quais um já está com toda a estrutura de pé, bem como o edifício de inspeção de entrega. Além disso, a BYD terá um galpão próprio para cuidar de peças importadas.
Durante a apresentação, Baldy explicou que parte da estrutura já existente no local (construída pela Ford) ficará à disposição de empresas parceiras que irão fabricar componentes para os modelos chineses. A tendência é que todo o processo produtivo da BYD aconteça nas estruturas novas, até pelo fato que a planta anterior foi inaugurada em 2001, e de lá pra cá muita coisa mudou na Indústria.
Na rápida visita à fábrica, robôs autônomos circulavam pelos corredores (sem carregar peças importantes, é bem verdade) e os carros circulavam entre as estações de montagem de forma totalmente autônoma e automatizada.
BYD quer liderar o mercado até 2030
Alexandre Baldy reiterou a meta da fabricante chinesa de liderar o mercado nacional até 2030. No primeiro semestre, a BYD foi a quarta empresa que mais vendeu carros no país, com pouco mais de 99 mil unidades emplacadas, cerca de 41 mil atrás da General Motors. A líder é a Fiat com 270 mil veículos vendidos no semestre.
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