A Porsche está avaliando fundir os sedãs Taycan e Panamera em uma única linha, oferecendo versões a gasolina, híbridas plug-in (PHEV) e totalmente elétricas (BEV). A ideia é do novo CEO da marca, Michael Leiters. As informações foram confirmadas pelo site britânico "Autocar" nesta segunda-feira (9).
Segundo a publicação, a Porsche busca maneiras de reduzir os custos de produção após um 2025 marcado por queda abrupta nas vendas e no lucro líquido. A fusão do Taycan com o Panamera seria uma forma de conter os gastos no desenvolvimento de veículos.
Atualmente, o Panamera é baseado na plataforma MSB da Porsche, a mesma do Bentley Continental GT. Essa arquitetura deverá ser substituída pela mais recente PPC quando a terceira geração do modelo chegar ao mercado ainda nesta década.
O Taycan, por sua vez, utiliza a plataforma J1, a mesma do Audi e-tron GT, por exemplo. Existia a expectativa de que o sucessor do sedã esportivo migrasse para a arquitetura SSP Sport, cujo lançamento está atrasado.
Com o alto custo na fabricação dos modelos, a Porsche já está explorando ampliar o compartilhamento de peças e a possibilidade de uma identidade comum, mesmo que as versões sucessoras continuem a usar plataformas diferentes.
Panamera e Taycan são sedãs e têm dimensões semelhantes, com distâncias entre eixos de 2950 mm e 2900 mm, respectivamente. Apesar das diferenças no tamanho, a fusão não seria impossibilitada, caso o modelo substituto seja projetado desde o início com flexibilidade de engenharia suficiente.
Ainda não está claro como um modelo desse tipo seria estilizado. De qualquer forma, a fusão tem potencial para gerar economias em vários departamentos da empresa.
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