A Stellantis já desmontou mais de 1 mil carros em seu Desmanche Veicular Circular de Autopeças (CDV). Inaugurado em agosto de 2025, na cidade de Osasco (SP), o local recuperou aproximadamente 740 toneladas de materiais destinados ao reaproveitamento e à reciclagem.
Deste volume, mais de 640 toneladas correspondem a aço e alumínio, provenientes principalmente das carcaças veiculares e de componentes estruturais. Também foram recuperadas cerca de 40 toneladas de plástico e mais de 3 toneladas de cobre.
Desde o início das atividades, o CDV da Stellantis já comercializou mais de 8 mil peças para o mercado de reposição. Desse total, metade das vendas foi realizada por canais físicos e a outra metade por meio da loja oficial da Circular AutoPeças no Mercado Livre.
Como funciona o desmanche da Stellantis?
Segundo a Stellantis, a empresa recebe veículos sinistrados, classificados como perda total, ou automóveis que chegaram ao fim de sua vida útil. Esses carros são adquiridos por meio de leilões e passam por um processo regulamentado de desmonte, que garante a destinação ambientalmente correta de peças e materiais.
Ao chegar à unidade, o veículo passa por uma área de descontaminação, onde são retirados todos os fluídos, como óleos e combustíveis. Em seguida, segue para a linha de desmontagem, onde técnicos avaliam a condição geral do veículo e de seus componentes por meio de testes e inspeções detalhadas.
As peças aptas ao reaproveitamento são separadas para reuso ou remanufatura. As que serão reutilizadas passam por um processo de limpeza com produtos biodegradáveis e recebem uma identificação individual com classificação, valor de mercado e etiqueta de rastreamento emitida pelo Detran.
Além das exigências dos órgãos reguladores, a Stellantis diz ter um sistema próprio para codificação e controle de qualidade, assegurando a padronização de todo o processo.
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