A Kia já trabalha em mudanças para a Tasman, sua primeira picape média global, poucos meses após o lançamento. O motivo é a combinação entre vendas aquém das expectativas e as críticas ao design do modelo, especialmente na Austrália, um dos principais mercados para a fabricante.
Em entrevista ao site australiano Drive, Spencer Cho, chefe de planejamento global da Kia, admitiu que a empresa está atenta ao retorno dos consumidores e não descarta mudanças em diferentes áreas do projeto. Segundo o executivo, a marca pretende reagir rapidamente às demandas do mercado, sem esperar pela tradicional atualização de meia vida prevista para os próximos anos.
Desde sua revelação, a Tasman dividiu opiniões pelo visual ousado. Os para-lamas destacados e a dianteira de linhas pouco convencionais foram alguns dos elementos mais criticados. Apesar disso, a Kia apostava em uma forte aceitação da picape, principalmente na Austrália, onde projetava uma participação de cerca de 9% no segmento.
No entanto, os primeiros resultados ficaram abaixo do esperado. Em abril, a Tasman registrou apenas 320 unidades vendidas no mercado australiano, número bastante distante dos 3.661 exemplares da Ford Ranger e das 2.835 unidades da Toyota Hilux comercializadas no mesmo período.
De acordo com Cho, não existem áreas intocáveis no projeto, o que abre espaço para mudanças visuais, atualizações tecnológicas e até a ampliação da oferta de motores. A intenção da Kia é tornar a picape mais competitiva e aumentar sua aceitação junto ao público.
A Kia Tasman também faz parte dos planos da fabricante para o Brasil. O modelo já foi exibido no país e unidades de teste foram flagradas em circulação, reforçando a expectativa de que a picape chegue ao mercado brasileiro ainda no segundo semestre de 2026.
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