A Volkswagen está cogitando vender seus carros inicialmente criados e desenvolvidos especialmente para o mercado chinês na Europa. Essa medida também pode ter efeitos práticos no mercado brasileiro.
Após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre da empresa, o CEO da empresa, Oliver Blume, afirmou que existe a possibilidade de modelos chineses da marca chegarem ao Velho Continente.
“Esse ano vamos refinar a plataforma CMP (Plataforma principal compacta, na tradução), que está planejada para 2027 na China. Esse trabalho precisa ser feito antes de considerarmos opções na Europa e decidir quais produtos são os ideais”, declarou à Autocar.
A nova plataforma está sendo co-desenvolvida pela Xpeng, e Blume acredita que a operação do Grupo Volkswagen como um todo no ocidente poderia se beneficiar da “inovação, velocidade e práticas” dos chineses. Blume ainda elogiou os asiáticos e considerou o país como um “diagrama técnico em termos de arquitetura”.
Durante o salão do automóvel de Pequim no mês passado, a Volkswagen apresentou modelos como ID.ERA 09, ID.Aura, Jetta X, AUDI E7x, todos exclusivos para o mercado local e desenvolvidos pelas joint-ventures da Volkswagen na China.
Brasil também pode se beneficiar
A estratégia de elétricos da Volkswagen no Brasil é bem peculiar, e seus carros estão disponíveis somente por meio de assinatura. Na última semana, a marca registrou o sedã a combustão Lavida no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual).
Esse movimento, na realidade, não significa que a marca pretende lançar modelos chineses por aqui e pode ser apenas para garantir a propriedade intelectual sobre o desenho. Contudo, o CEO da VW na América do Sul, Alexander Seitz, declarou que a marca poderia repetir a estratégia da Chevrolet, por exemplo, que oferece Captiva EV e Spark EUV, mas são na verdade carros desenvolvidos por parceiras chinesas e rebatizados para o público brasileiro.
No caso da Chevrolet, essa estratégia parece ter algum efeito prático, uma vez que os modelos são muito mais acessíveis que os elétricos produzidos pela marca nos Estados Unidos (R$ 144,9 mil cobrados pelo Spark contra R$ 349,9 mil cobrados pelo Equinox EV), e fizeram a Chevrolet alcançar o terceiro posto entre carros elétricos vendidos no país.
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