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Qual a verdade?

4 mitos sobre carros que ainda confundem motoristas

Descubra a verdade sobre motor turbo, gasolina aditivada, banguela e aquecimento do motor para economizar e dirigir com segurança

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Blackhawk tem motor Hurricane 2.0T de 272cv
Blackhawk tem motor Hurricane 2.0T de 272cv Foto: Divulgação/Jeep

O universo automotivo é repleto de "verdades" que passam de geração para geração, mas muitas delas não se aplicam aos carros modernos. Com o avanço da tecnologia, práticas que eram recomendadas no passado hoje podem ser inúteis ou até prejudiciais.

A seguir, desvendamos quatro mitos sobre o uso e a manutenção de veículos. Entender o que é fato ou ficção ajuda a economizar combustível, prolongar a vida útil dos componentes e garantir uma condução mais segura.

Gasolina aditivada limpa um motor sujo?

Parcialmente, sim. A gasolina aditivada tem dupla função: mantém o motor limpo preventivamente e pode reverter parcialmente o acúmulo de sujeira já existente. Os detergentes e dispersantes presentes em sua fórmula não apenas evitam a formação de novos depósitos de carbono, mas também atuam gradualmente na remoção de resíduos já acumulados nas válvulas, bicos injetores e câmara de combustão.

E se uma supertempestade solar atingisse a Terra? Os carros parariam?
Sem energia elétrica, até mesmo abastecer carros a combustão se torna impossível em caso de apagão generalizado. Foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press

Se o motor já estiver com um acúmulo significativo de sujeira, o efeito da gasolina aditivada será gradual e pode levar vários tanques para mostrar resultados significativos. Para acúmulos severos, a descarbonização profissional em uma oficina continua sendo a solução mais rápida e eficaz. Portanto, usar aditivada regularmente funciona como uma medida preventiva e também corretiva em casos leves a moderados.

É preciso esquentar o motor antes de sair?

Este é um hábito herdado da época dos carros com carburador, que precisavam de alguns minutos para que o motor atingisse a temperatura ideal de funcionamento. Nos veículos atuais, com injeção eletrônica, essa prática é desnecessária e representa apenas um desperdício de combustível.

O sistema eletrônico ajusta a mistura ar-combustível automaticamente desde a partida. A recomendação dos fabricantes é dar a partida e começar a dirigir de forma suave nos primeiros minutos. Isso permite que não apenas o motor, mas todo o conjunto mecânico, como câmbio e suspensão, aqueçam de maneira gradual e uniforme.

Andar com o carro na "banguela" economiza combustível?

Pelo contrário, essa prática perigosa aumenta o consumo em carros com injeção eletrônica. Quando o veículo desce uma ladeira engrenado, o sistema de injeção identifica que não é preciso acelerar e corta o envio de combustível para o motor, aproveitando o movimento das rodas para mantê-lo girando. O consumo, nesse cenário, é zero.

Câmbio manual de seis velocidades é raridade nos carros da BMW
Câmbio manual de seis velocidades é raridade nos carros da BMW Foto: Divulgação

Ao colocar o câmbio em ponto morto, o motor se desconecta das rodas e precisa injetar combustível para se manter ligado em marcha lenta. Além de gastar mais, a "banguela" sobrecarrega o sistema de freios e diminui o controle do motorista sobre o carro, tornando a condução menos segura.

Motor turbo "vicia" se andar sempre devagar?

Essa é outra crença antiga que não se aplica aos motores modernos. A ideia de que um motor turbo precisa de altas rotações para não "viciar" ou criar borra vem de projetos mais antigos e óleos lubrificantes de qualidade inferior. Hoje, a tecnologia dos motores e dos lubrificantes sintéticos evoluiu muito.

Os motores turbo atuais são projetados para funcionar de forma eficiente em qualquer faixa de rotação. O mais importante para a saúde do turbo é seguir rigorosamente o plano de manutenção, utilizando sempre o óleo especificado pelo fabricante e respeitando os prazos de troca. A durabilidade do componente está ligada à qualidade da lubrificação e do arrefecimento, não ao estilo de condução.