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SUSTENTÁVEL

Suzuki troca carbono por fibra de linho na GSX-R1000R e inova na pista

Nova tecnologia sustentável surpreende em quedas reais nas pistas; carenagens cortam até 85% de emissões

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Suzuki GSX-R1000R
Suzuki GSX-R1000R Foto: Reprodução/Bcomp/Team Suzuki CN Challenge

A Suzuki colocou na pista das 8 Horas de Suzuka uma GSX-R1000R com carenagens feitas de fibra de linho em substituição ao carbono. A escolha do material mostrou utilidade prática em uma queda na edição de 2025: a peça trincou mantendo sua forma original, sem espalhar estilhaços cortantes pela pista.

O Team Suzuki CN Challenge, sigla para Carbon Neutral, compete na classe Experimental do Campeonato Mundial de Endurance da FIM. Na edição de 2026, a moto ampliou o uso do composto: para-lamas dianteiro e traseiro, partes da carenagem lateral, rabeta e asas aerodinâmicas usam linho sem pintura, expondo a tonalidade natural da planta.

Tecnologia derivada de plantas

Suzuki GSX-R1000R com carenagens feitas de fibra de linho
Suzuki GSX-R1000R com carenagens feitas de fibra de linho Foto: Reprodução/©Bcomp/Team Suzuki CN Challenge

O projeto surgiu da parceria entre a japonesa Tras e a suíça Bcomp, que já haviam desenvolvido peças para a equipe Suzuki ECSTAR na MotoGP. O sistema utiliza duas soluções: o ampliTex, tecido técnico feito de fibras de linho, e o powerRibs, estrutura nervurada inspirada em folhas que amplia a rigidez sem ganho relevante de peso.

A Bcomp afirma que o peso e a rigidez se aproximam do carbono, embora aponte limites mecânicos claros. "No quesito resistência, somos inferiores à fibra de carbono. Na rigidez, somos absolutamente comparáveis, mas na resistência, a fibra de carbono é superior", declarou Ken Kruck, responsável pelo setor de automobilismo da Bcomp.

Segurança e impacto ambiental

Novidade da Suzuki visa reduzir emissão de CO2
Novidade da Suzuki visa reduzir emissão de CO2 Foto: Reprodução/Bcomp / Team Suzuki CN Challenge

A Bcomp indica corte de até 85% nas emissões de dióxido de carbono no método berço ao portão, que cobre da extração da matéria-prima até a saída da fábrica. Além do indicador de fabricação, o comportamento dúctil do powerRibs evitou resíduos pontiagudos após a queda no 102º giro em 2025, reduzindo riscos para os outros pilotos na pista.

A moto também utiliza combustível 100% sustentável, pneus com materiais reciclados, óleo de motor de base biológica e escapamento em titânio. Em 2024, a equipe terminou em oitavo lugar. Em 2025, após a queda e quase uma hora de reparos, fechou em 33º lugar. Na 47ª edição, disputada em 5 de julho de 2026 sob chuva, o time largou em 13º, finalizou em sétimo na geral e venceu a classe Experimental.

A fabricante do material aponta um custo de produção até 30% menor que o da fibra de carbono para peças finas com rigidez e peso equivalentes. Não existem planos para a oferta de kits comerciais voltados a motocicletas de rua.

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