Os preços anunciados de SUVs elétricos e híbridos registraram queda mediana de 8,7% no Brasil, na comparação entre janeiro e agosto de 2025 e o mesmo período de 2026. O recuo superou a baixa de 6,3% nos sedãs e de 4,9% nos hatches, conforme o Relatório de Preços do Data OLX Autos, setor de inteligência automotiva do Grupo OLX.
Queda expressiva entre os SUVs
O SUV elétrico BYD Yuan Plus 2025 teve a maior retração de todo o levantamento, com redução de 23,8%. O valor mediano anunciado passou de R$ 235.990 para R$ 179.900. O Volvo XC40 Recharge Plus 2024 também se destacou ao cair 16,9%, saindo de R$ 259.900 para R$ 215.900.
As variações nos SUVs híbridos mudaram segundo a tecnologia. Versões com recarga externa tiveram baixas mais intensas, enquanto configurações híbridas convencionais mostraram quedas mais contidas. O GWM Haval H6 plug-in AWD 2024 recuou 13,5%, enquanto a versão convencional do mesmo ano caiu 5,5%. O BYD Song Plus Premium 2026 registrou recuo de 13,9%.
O Toyota Corolla Cross híbrido teve a redução mais branda da categoria, marcando 6,4%, com variações entre 4,7% e 9,1% de recuo. Em sentido contrário, o BYD Song Plus Premium 2025 valorizou 8,1%, passando de R$ 208.000 para R$ 224.900.
Comportamento de sedãs e hatches
Entre os sedãs eletrificados, a redução mediana foi de 6,3%. As baixas mais fortes atingiram o Chery Arrizo 6 Pro híbrido 2025, com 12,1%, o BMW 330e M Sport 2024, com 11,1%, e o elétrico BYD Seal 2025, com 10,8%. O BYD King registrou recuos de 7,9% na versão GL e 8,6% na GS. O Toyota Corolla híbrido preservou melhor os valores, oscilando entre 2,2% e 6,2% de queda.
Os hatches registraram a menor retração mediana, de 4,9%, embora todas as versões analisadas tenham caído. O BYD Dolphin Plus 2025 liderou o segmento com redução de 17,8%, passando de R$ 184.800 para R$ 151.900. O Renault Kwid elétrico Intense 2024 teve retração de 12,9%.
Outros modelos tiveram quedas mais moderadas: o BYD Dolphin Mini 2025 recuou 1,9%, a versão 2024 caiu 3% e o Dolphin Plus 2024 registrou retração de 1,4%.
Flávio Passos, vice-presidente de Autos do Grupo OLX, apontou os fatores desse cenário: "a desvalorização dos elétricos está ligada à falta de infraestrutura nacional, à incerteza sobre a vida útil da bateria e, principalmente, ao chamado 'efeito iPhone': a chegada frequente de novos modelos com tecnologia cada vez mais moderna torna obsoleta a de um veículo eletrificado lançado há pouco tempo".
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