A Volvo mantém o plano de se tornar uma marca de carros 100% elétricos, mas reconhece uma realidade: nem todos os consumidores estão prontos para essa mudança. A visão foi compartilhada por executivos da montadora sueca, detalhando a estratégia para o futuro da marca.
Para facilitar essa transição, a fabricante aposta em uma solução intermediária: híbridos plug-in com autonomia elétrica ampliada. Os novos XC60 e XC90 PHEV, por exemplo, virão equipados com uma bateria de 41,2 kWh, capaz de rodar até 200 quilômetros usando apenas eletricidade, segundo a montadora.
A ideia é simples: permitir que os motoristas realizem a maior parte de seus trajetos diários sem gastar gasolina, enquanto se acostumam com a rotina de recarregar o veículo. A Volvo define essa fase como uma "ponte" para a eletrificação total, e não uma alternativa permanente aos modelos elétricos.
Essa abordagem reflete uma flexibilização nos planos da marca. Há dois anos, em 2024, a empresa revisou sua meta de vender apenas elétricos até 2030. Agora, a previsão é que de 90% a 100% das vendas globais nesse ano sejam de modelos elétricos ou híbridos plug-in, mantendo uma margem para híbridos leves se o mercado exigir.
Mesmo com essa adaptação, o investimento em veículos totalmente elétricos continua forte. A marca já comercializa modelos como o EX30 e o EX90, reforçando seu compromisso com um futuro sem emissões de escapamento.
A empresa também confirmou que o XC70 híbrido, vendido na China, não será levado para a Europa. A decisão se deve aos custos de adaptação para atender às exigências do mercado europeu, principalmente em relação à capacidade de reboque.
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