O aguardado Volkswagen Tiguan de terceira geração desembarca no Brasil com uma missão clara: reconquistar seu espaço no competitivo segmento de SUVs médios. Para isso, a marca alemã aposta em uma fórmula que une performance e tecnologia, trazendo um grande salto de potência em relação ao modelo anterior, que tinha apenas 184 cv.
Vendido em versão única R-Line por R$ 299.990, o novo Tiguan vem equipado com um motor 2.0 turbo de 272 cv e tração integral 4Motion. Essa configuração posiciona o SUV como uma opção para quem valoriza a dirigibilidade e busca uma experiência de condução mais esportiva, algo que remete aos sedãs da marca, mas com a versatilidade de um SUV.
Os rivais na mira do novo Tiguan
A tarefa do SUV alemão, no entanto, não será fácil. O segmento está repleto de concorrentes consolidados e com estratégias bem definidas. A briga promete ser acirrada em diferentes frentes, especialmente contra modelos híbridos e os veículos de sete lugares que dominam as vendas.
De um lado, o Tiguan enfrenta rivais diretos como o Jeep Compass. Além dele, há a forte concorrência dos eletrificados chineses, como o GWM Haval H6, que entrega 393 cv, e o BYD Song Plus, com 324 cv. Ambos os modelos superam o Tiguan em potência e atraem pelo baixo consumo de combustível, um apelo econômico e ambiental que o SUV da Volkswagen, com seu motor a combustão, não oferece no mesmo nível.
Por outro lado, a disputa também acontece com o Jeep Commander, que compete na mesma faixa de preço. Embora seja mais conhecido pelas versões de sete lugares, o modelo da Jeep também oferece configurações de cinco lugares, atendendo a um público que precisa de mais espaço interno, além de ter um forte posicionamento de marca no Brasil.
O fator decisivo: performance contra eficiência
O grande diferencial do Volkswagen Tiguan está sob o capô. Seus 272 cv o colocam em um patamar de desempenho superior à maioria dos concorrentes diretos. A tração integral também é um ponto forte, garantindo mais segurança e estabilidade. Em termos de consumo, o modelo registra 8,9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada, números que devem ser considerados na comparação com os rivais híbridos.
A escolha, portanto, dependerá diretamente do perfil do consumidor. Quem busca a máxima economia de combustível e a tecnologia de eletrificação encontrará nos rivais opções mais alinhadas aos seus interesses. Já para o motorista que não abre mão de uma condução vigorosa, acelerações fortes e a solidez de um projeto europeu, o novo Tiguan surge como uma das alternativas mais interessantes do mercado atual.
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