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Ferrari Luce: elétrico mal nasceu e já pode ter que mudar de nome

Mazda se antecipa e registra a marca 'Luce' no Japão; agora, a montadora italiana pode ser obrigada a renomear seu primeiro carro elétrico

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A imagem revela o interior do Ferrari Luce, primeiro carro elétrico da marca, cujo nome pode ser alterado devido a uma disputa de marca com a Mazda.
A imagem revela o interior do Ferrari Luce, primeiro carro elétrico da marca, cujo nome pode ser alterado devido a uma disputa de marca com a Mazda. Foto: Divulgação/Ferrari

A Ferrari pode ter que renomear seu primeiro veículo elétrico antes mesmo do lançamento. Documentos indicam que a Mazda registrou a marca Luce no Japão, semanas após a fabricante italiana anunciar o Ferrari Luce.

A medida pode impedir a Ferrari de utilizar o nome. O Mazda Luce, que não é produzido desde 1991, era o sedã grande premium da empresa. As informações foram obtidas pelo site CarExpert.

Em 2017, a Mazda apresentou o conceito Vision Coupe, um sedã longo descrito como uma "homenagem respeitosa à sua herança". Na ocasião, a marca mencionou especificamente o Mazda Luce Rotary Coupe de 1969. Muitos presumiram que se tratava de uma prévia do futuro Mazda 6.

A Ferrari revelou detalhes do interior de seu carro elétrico em fevereiro de 2026, quando anunciou o nome Luce. Apenas três semanas depois, a Mazda entrou com um pedido de registro da marca em seu mercado de origem.

Até agora, a Ferrari mostrou o interior do Luce, que adota uma abordagem diferente da maioria dos elétricos premium. Em vez de telas gigantes e poucos botões, o cockpit combina comandos físicos, minimalismo e foco total no motorista. A ideia, segundo a marca, é evitar distrações e manter a experiência de condução como elemento central, mesmo em um carro sem motor a combustão.

Muitas montadoras renovam registros de nomes antigos para impedir que outras empresas os utilizem. A ação da Mazda não indica necessariamente o planejamento de um novo Luce.

Casos de mudança de nome

Se a Mazda impedir a Ferrari de usar o nome, não será a primeira vez que uma montadora muda a nomenclatura de um veículo. Em abril de 2024, a Alfa Romeo foi obrigada a renomear seu menor SUV, originalmente apresentado como Milano.

Como o modelo era fabricado na Polônia, a lei italiana proíbe que produtos tenham rótulos que sugiram origem italiana. Com isso, a Alfa Romeo o renomeou como Junior.

Outros exemplos incluem:

  • O Fiat Panda de 2003, que deveria se chamar Gingo, mas a Renault se opôs por soar semelhante a Twingo.

  • A Volvo pretendia chamar seu sedã S40 de 'S4', até que a Audi contestou a escolha.

Existem também casos de veículos de marcas diferentes com o mesmo nome. Bentley e Lincoln já ofereceram modelos chamados Continental. Atualmente, BMW e GAC vendem veículos chamados M8 na Austrália, enquanto Audi e MG comercializam modelos com o nome S5.

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