A chegada do Fiat Pulse com seu sistema Bio-Hybrid (nomenclatura da Fiat para seu híbrido leve de 12V) acendeu um debate no mercado automotivo e gerou uma dúvida comum entre os consumidores: afinal, todo híbrido é igual? A resposta é não. As tecnologias variam drasticamente em complexidade, preço e, principalmente, no nível de economia de combustível que oferecem.
Entender a diferença entre os sistemas híbrido leve (MHEV), híbrido pleno (HEV) e híbrido plug-in (PHEV) é fundamental para fazer uma compra consciente. Cada um atende a um perfil de uso e de bolso diferente, e a escolha errada pode levar a uma grande frustração.
O que é o híbrido leve (MHEV)
O híbrido leve, ou Mild Hybrid Electric Vehicle, é o sistema mais simples e acessível. Nele, um pequeno motor elétrico (no caso do Fiat Pulse, de 12V) atua como um auxiliar do motor a combustão. Ele não tem força para mover o carro sozinho.
Sua principal função é dar um suporte em momentos de maior esforço, como acelerações e retomadas, aliviando o trabalho do motor principal. Ele também permite que o sistema start-stop funcione de forma mais suave e rápida. A economia real, segundo o Inmetro para o Pulse Hybrid, é de 13,4 km/l na cidade com gasolina. A bateria é recarregada pela energia recuperada nas frenagens. O próprio Fiat Pulse é o principal expoente dessa tecnologia no país.
O que é o híbrido pleno (HEV)
Este é o sistema que popularizou o termo “híbrido”, conhecido como Hybrid Electric Vehicle. Aqui, o motor elétrico é mais potente e a bateria tem maior capacidade. A grande diferença é que ele pode, sim, tracionar o veículo sozinho em baixas velocidades e por curtas distâncias, como em manobras ou no trânsito lento.
O sistema gerencia de forma automática a alternância entre o motor elétrico, o a combustão ou o uso de ambos. A recarga da bateria também ocorre nas frenagens e pelo próprio motor a combustão, sem a necessidade de uma tomada. O Toyota Corolla Hybrid é o exemplo mais famoso e consolidado dessa tecnologia no Brasil, entregando uma economia de combustível expressiva, sobretudo na cidade.
O que é o híbrido plug-in (PHEV)
O Plug-in Hybrid Electric Vehicle representa o estágio mais avançado e caro entre os híbridos. Ele combina um motor a combustão com um ou mais motores elétricos e um banco de baterias muito maior. Como o nome indica, sua principal característica é a possibilidade de recarga em uma fonte externa, como uma tomada doméstica ou um carregador público.
Essa capacidade permite que os PHEVs rodem por dezenas de quilômetros, geralmente entre 50 e 100 km, usando apenas eletricidade. Na prática, funcionam como um carro elétrico no dia a dia e como um híbrido em viagens longas, eliminando a ansiedade de autonomia. Modelos como o BYD Song Plus são os expoentes dessa categoria no país.
Qual a melhor opção para você
A escolha depende diretamente da sua rotina e orçamento. O híbrido leve é para quem busca um pequeno ganho de eficiência sem um grande aumento de preço. O híbrido pleno é ideal para quem roda muito em ciclo urbano e quer economia significativa sem se preocupar com recargas.
Já o híbrido plug-in faz sentido para quem tem onde carregar o veículo diariamente, em casa ou no trabalho, e deseja rodar a maior parte do tempo sem gastar combustível, mantendo a versatilidade para viajar. Além da economia no posto, vale pesquisar benefícios fiscais como isenção de rodízio em algumas cidades e descontos no IPVA, que podem variar conforme o estado.
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