A velocidade e a emoção da Fórmula 1 parecem distantes da rotina de levar os filhos à escola, mas a tecnologia que impulsiona os carros de pilotos como Max Verstappen e Lewis Hamilton está mais presente no seu dia a dia do que você imagina. Muitas das inovações desenvolvidas para as pistas acabam, anos depois, equipando os veículos que usamos todos os dias.
O exemplo mais claro está nos carros híbridos e elétricos. O sistema de recuperação de energia cinética (KERS), que estreou na F1 em 2009 para dar um impulso extra de potência aos pilotos, é o pai dos freios regenerativos. Hoje, quando você tira o pé do acelerador de um elétrico, o sistema converte a energia da desaceleração em eletricidade para recarregar a bateria, aumentando a autonomia.
Aerodinâmica que economiza combustível
A busca incessante por eficiência aerodinâmica na F1 também chegou às ruas. Spoilers que se ajustam automaticamente em altas velocidades para melhorar a estabilidade ou grades frontais que se fecham para reduzir o arrasto não são mais exclusividade dos circuitos. Esses recursos otimizam o fluxo de ar, diminuindo o consumo de combustível e melhorando o desempenho geral do veículo.
Materiais e design das pistas
A fibra de carbono, introduzida na categoria no início dos anos 1980 para garantir segurança e leveza aos chassis da Fórmula 1, tornou-se comum em supercarros e começa a aparecer em componentes de modelos esportivos mais acessíveis. O material oferece alta resistência com peso reduzido, uma combinação ideal para performance e eficiência energética.
Até mesmo a forma como trocamos de marcha foi influenciada. Os câmbios borboleta, ou “paddle shifters”, localizados atrás do volante, surgiram na F1 no final da década de 1980, com a Ferrari sendo pioneira na tecnologia em 1989 para permitir trocas de marcha ultrarrápidas sem tirar as mãos da direção. Atualmente, esse recurso é encontrado em uma vasta gama de carros com transmissão automática, de hatches compactos a grandes SUVs familiares.
Outra herança direta é a telemetria. O monitoramento em tempo real de centenas de sensores em um carro de corrida inspirou os sistemas de diagnóstico avançado dos carros modernos. Hoje, seu veículo monitora desde a pressão dos pneus até o funcionamento do motor, informando o motorista sobre qualquer anomalia instantaneamente.
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