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Subaru deixa o Brasil: entenda os motivos da saída da marca japonesa

Fabricante encerra operação comercial após esgotar o estoque; saiba como fica a situação dos donos de carros da marca e o que esperar do futuro

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Subaru WRX STI
Subaru WRX STI Foto: Subaru lança WRX e WRX STI no Brasil a partir de R$ 147,9 mil

A Subaru encerrou oficialmente a venda de carros novos no Brasil. A operação comercial da marca japonesa, que era representada pelo grupo Caoa desde o final dos anos 1990, chegou ao fim após o esgotamento completo do estoque de veículos e o fechamento de sua última concessionária no país segundo apuração do AutoEsporte.

O movimento não foi repentino, mas sim o capítulo final de um encolhimento gradual. Nos últimos anos, a Subaru já trabalhava com um volume limitado de modelos importados, como o Forester e o Outback, sem uma reposição constante. Desde 2024, a dificuldade para manter o portfólio atualizado se tornou crítica.

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O principal motivo para a interrupção das importações foi a entrada em vigor das novas regras de emissões do Proconve L8. A legislação estabeleceu limites mais rigorosos para poluentes, exigindo adaptações técnicas nos motores dos veículos. Sem realizar a homologação de uma nova geração de propulsores que atendesse a essas normas, a Subaru ficou impedida de trazer novos carros para o mercado brasileiro.

Dessa forma, a operação passou a depender exclusivamente das unidades que já estavam em território nacional. Com o tempo, o estoque foi diminuindo até zerar completamente em fevereiro de 2026, tornando a continuidade das vendas comercialmente inviável.

Como fica a situação dos donos de carros da Subaru?

Apesar do fim da operação de vendas, o grupo Caoa informou que continuará responsável por todo o serviço de pós-venda da marca. Isso significa que os proprietários de veículos Subaru seguirão com acesso a atendimento em oficinas autorizadas, fornecimento de peças e cumprimento das garantias vigentes.

O futuro da Subaru no Brasil, no entanto, permanece indefinido. Um eventual retorno dependeria de uma nova estratégia da matriz japonesa, que incluiria o investimento para adaptar seus modelos às exigências locais e retomar o processo de importação. Atualmente, não há nenhuma confirmação ou previsão sobre essa possibilidade.

A saída da fabricante reforça um cenário desafiador para marcas de nicho no país, principalmente aquelas que não possuem produção local e dependem exclusivamente de importações. O alto custo para homologar e adaptar produtos para um baixo volume de vendas torna a operação complexa e, em muitos casos, insustentável.

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