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É agora a melhor hora para comprar um carro 0km? Veja o que analisar

Montadoras oferecem descontos, mas juros altos podem ser vilões; veja como calcular se a compra de um zero quilômetro cabe no seu bolso agora

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O aquecimento do mercado de carros usados reforça a necessidade de cuidados para uma compra segura
O aquecimento do mercado de carros usados reforça a necessidade de cuidados para uma compra segura Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A.Press

Comprar um carro zero quilômetro voltou a ser uma dúvida para muitos brasileiros. De um lado, as concessionárias oferecem descontos e condições especiais para renovar os estoques. Do outro, a taxa de juros elevada pode transformar o sonho em um peso no orçamento por anos.

O cenário atual é de oportunidade e cautela. As montadoras, pressionadas pela necessidade de vender modelos do ano anterior e pela forte concorrência, principalmente de marcas chinesas, estão mais flexíveis na negociação. Bônus sobre o usado na troca e até mesmo taxas de juro zero para financiamentos curtos se tornaram comuns.

Contudo, o principal vilão do financiamento de longo prazo continua sendo a taxa de juros. Apesar de a Selic, a taxa básica da economia, estar em patamar elevado (15% ao ano, conforme dados de janeiro de 2026), o custo do crédito para o consumidor final ainda é alto. Um desconto de R$ 5 mil no preço do veículo, por exemplo, pode ser facilmente anulado pelos juros em um parcelamento de 48 ou 60 meses.

A decisão, portanto, não está apenas no preço de etiqueta do carro, mas no custo total da aquisição. A melhor hora para comprar é quando a conta fecha para o seu bolso, e não apenas quando a oferta parece imperdível.

O que analisar antes de fechar negócio

Para evitar surpresas e garantir que a compra seja vantajosa, é essencial fazer uma análise detalhada. Coloque tudo na ponta do lápis e não tenha pressa para assinar o contrato. Considere os seguintes pontos:

  • O valor final, não a parcela: a parcela que cabe no bolso pode esconder um valor final altíssimo. Peça a simulação completa do financiamento e veja o montante total que será pago ao final do prazo.

  • Custo Efetivo Total (CET): este é o número mais importante. O CET inclui não apenas os juros, mas todas as taxas e seguros embutidos na operação. Por lei, o banco é obrigado a informar esse valor. Compare o CET de diferentes instituições financeiras.

  • Dê a maior entrada possível: quanto menos você financiar, menor será o montante de juros pagos ao final do contrato. Se possível, espere alguns meses para juntar um valor maior de entrada.

  • Despesas extras: lembre-se que os gastos não terminam na concessionária. Coloque na conta os custos com documentação, emplacamento, IPVA e seguro do veículo, que costuma ser mais caro para modelos zero quilômetro.

  • Negocie além do preço: se o desconto no valor do carro chegou ao limite, tente negociar benefícios extras. Itens como emplacamento grátis, tapetes, película nos vidros ou a primeira revisão inclusa podem representar uma boa economia.

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