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Sistema obrigatório!

Frenagem autônoma será obrigatória em todos os carros em 2029

Sistema que freia sozinho em situações de risco passará a equipar todos os veículos novos fabricados no Brasil; regra já vale para novos projetos

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A chegada da frenagem automática de emergência (AEB), simbolizada pela placa "AEB 2024", adicionará custos, mas promete mais segurança nas ruas.
A chegada da frenagem automática de emergência (AEB), simbolizada pela placa "AEB 2024", adicionará custos, mas promete mais segurança nas ruas. Foto: Inteligência Artificial/Gemini

Todos os carros novos fabricados no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2029 deverão sair de fábrica com o sistema de frenagem autônoma de emergência (AEB). A determinação foi estabelecida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e amplia uma regra que já está em vigor desde 2026 para projetos inéditos ou que passaram por grandes atualizações.

A medida representa um avanço significativo na segurança veicular do país. Com a nova resolução, modelos mais antigos que continuam em produção também serão obrigados a incorporar a tecnologia. Isso significa que, em cinco anos, não será mais possível comprar um veículo zero-quilômetro no Brasil sem este importante item de segurança ativa.

O objetivo principal é reduzir o número de acidentes de trânsito. Estudos internacionais apontam que a frenagem autônoma pode reduzir em cerca de 50% as colisões traseiras, que estão entre as ocorrências mais comuns em áreas urbanas, além de mitigar atropelamentos. O sistema funciona como um assistente de condução que pode evitar um acidente ou, ao menos, diminuir a gravidade do impacto.

Como funciona a frenagem autônoma?

Frenagem automática da Volvo
Frenagem automática da Volvo Foto: Divulgação/Volvo

O sistema de frenagem autônoma de emergência utiliza sensores, como radares e câmeras, para monitorar constantemente a via à frente do veículo. Ele é capaz de identificar outros carros, pedestres, ciclistas e obstáculos que representem risco de colisão iminente.

Ao detectar uma situação perigosa, a tecnologia primeiro emite alertas sonoros e visuais para chamar a atenção do motorista. Caso o condutor não reaja a tempo, o sistema assume o controle e aciona os freios automaticamente, com força total, para impedir a batida ou reduzir a velocidade antes do impacto.

Qual o impacto da medida?

A obrigatoriedade do AEB alinha o Brasil a padrões de segurança já adotados em mercados como Europa e Estados Unidos, onde a tecnologia tem se provado eficaz. O cronograma de implementação prevê ainda uma nova fase em 2031, quando os veículos precisarão passar por testes mais rigorosos, incluindo detecção de obstáculos parados na pista.

Para o consumidor, a mudança garante que até os carros de entrada ofereçam um nível de segurança que hoje é mais comum em categorias superiores. Embora a inclusão do item como equipamento de série tenda a impactar o preço final dos veículos, o desenvolvimento de um sensor de radar nacional pelo Senai é uma das iniciativas que buscam nacionalizar a tecnologia e, futuramente, reduzir custos. O ganho em proteção para motoristas, passageiros e pedestres é o foco central da nova legislação.

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