A segurança dos carros novos vendidos no Brasil está aumentando, mas o preço também pode subir. Desde janeiro deste ano, todos os novos projetos de veículos já devem vir de fábrica com itens como a frenagem automática de emergência (AEB), tecnologia que se tornará obrigatória para 100% da frota zero-quilômetro até 2029. A medida, determinada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), impactará principalmente os modelos de entrada.
O sistema de frenagem autônoma de emergência, conhecido pela sigla AEB, utiliza sensores, câmeras ou radares para monitorar a via à frente. Se um risco de colisão com outro veículo ou pedestre é detectado e o motorista não reage, o sistema aciona os freios automaticamente para evitar ou diminuir o impacto do acidente.
A inclusão de novas tecnologias tem um custo direto de produção. Para instalar o AEB, as montadoras precisam adicionar componentes eletrônicos complexos e calibrar os sistemas, o que se reflete no valor final repassado ao consumidor. Para mitigar esse impacto e reduzir a dependência de componentes importados, está em desenvolvimento um sensor nacional no Senai Park de Suape (PE), um investimento que visa baratear a tecnologia no futuro.
O que a nova regra exige?
A nova fase do programa Rota 2030 e as resoluções do Contran estabeleceram um cronograma para a implementação de diversos itens de segurança. O controle eletrônico de estabilidade (ESC), por exemplo, já é obrigatório para todos os carros zero-quilômetro vendidos no país desde janeiro de 2024, um avanço importante para a prevenção de acidentes.
O próximo passo é a exigência da frenagem automática de emergência. Além dela, outros itens que passam a ser cobrados gradualmente incluem o alerta de colisão frontal e o indicador de frenagem de emergência (ESS). A meta é alinhar o padrão de segurança nacional aos mercados mais desenvolvidos, e as regras ficarão ainda mais rigorosas em 2031, quando os sistemas deverão detectar e reagir também a obstáculos completamente parados na pista.
Modelos como o Fiat Mobi e o Renault Kwid, que figuram entre os carros mais baratos do Brasil, precisarão passar por atualizações para incorporar essa tecnologia. Atualmente, nenhum deles oferece o item de série. A adaptação representa um desafio para as montadoras manterem esses veículos em uma faixa de preço competitiva.
Por outro lado, alguns compactos já saem na frente e oferecem a tecnologia como item de série ou opcional em suas versões mais equipadas. Carros como Hyundai HB20, Chevrolet Onix e Fiat Pulse já contam com o sistema de frenagem autônoma, antecipando uma tendência que logo será regra para todos.
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