Carros elétricos proporcionam rodar sem gastar gasolina e sem queimar combustíveis que acabam poluindo a atmosfera. Porém, o impacto ambiental desses modelos é definido pela origem da energia elétrica que recarrega as baterias.
O impacto ambiental dos carros elétricos é complexo, e embora as emissões por km rodado sejam zero, as emissões para a obtenção dos materiais para as baterias e também para construir o carro, são bem elevadas.
Segundo um estudo publicado em maio na Enviromental Research Letters, modelos 100% elétricos podem representar redução de emissões entre 40 e 60% quando comparados com carros a combustão, mas a quantidade exata de emissões depende da origem energética utilizada para recarregar as baterias. Portanto, dependendo do local onde o carro é recarregado, ele pode poluir tanto quanto um modelo a gasolina.
Nos Estados Unidos, os carros elétricos possuem uma média de emissões equivalente a um carro a combustão com consumo de 96 mpg (40,8 km/l).
Híbridos são melhores na cidade grande
O estudo também comparou os modelos híbridos plug-in, que conseguem apresentar níveis de redução de emissões bem satisfatórios, cerca de 80 a 90%, bem próximos dos números apresentados por carros elétricos.
Porém, para que esses modelos se tornem amigáveis ao meio-ambiente, o melhor cenário para eles é a cidade, onde assume-se que eles estarão sempre carregados e rodando em modo elétrico. Em áreas rurais, onde as distâncias entre destinos costumam ser maiores e sem o anda e para do trânsito, que beneficia os elétricos, esse número cai para 60%.
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