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Primeiras impressões: Como é dirigir o novo Hyundai i20

Posicionado entre HB20 e Creta, novo Hyundai i20 estreia no Brasil com motor 1.0 turbo e surpreende pelo comportamento dinâmico

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Hyundai i20
Hyundai i20 Foto: Enrico Paladino/Vrum

O Hyundai i20 chega ao Brasil com uma missão curiosa: ocupar o espaço entre HB20 e Creta e, ao mesmo tempo, brigar em dois segmentos diferentes. De um lado, encara SUVs compactos como Volkswagen Tera e Fiat Pulse. Do outro, tenta conquistar quem hoje olha para hatches como Chevrolet Onix e Volkswagen Polo. A versão avaliada foi a Ultimate (R$ 139.990), topo de linha, equipada com motor 1.0 turbo e câmbio automático de seis marchas.

O visual segue a linguagem mais recente da marca. A dianteira é robusta, com capô mais elevado e um para-brisa bastante inclinado, enquanto as rodas de 17 polegadas reforçam a proposta mais sofisticada da configuração testada. Na traseira, as lanternas ligadas por uma barra de LED dão personalidade ao modelo. O desenho é diferente e pode dividir opiniões, mas definitivamente não passa despercebido.

Hyundai i20
Hyundai i20 Foto: Enrico Paladino/Vrum

Debaixo do capô está o conhecido motor 1.0 turbo da Hyundai, recalibrado para atender às novas regras de emissões. São 115 cv e 17,5 kgfm de torque, sempre com câmbio automático de seis marchas. Na prática, o conjunto continua agradando. O motor dá conta do recado e combina bem com as dimensões do carro. Em nenhum momento passa a impressão de estar trabalhando além da conta ou de precisar manter rotações elevadas para entregar desempenho.

O primeiro contato aconteceu em um circuito fechado onde a Hyundai liberou voltas livres para os testes. É um detalhe interessante, porque mostra a confiança da marca no conjunto do carro e, principalmente, no sistema de freios, que acaba sendo muito mais exigido em uma pista do que em condições normais de uso.

Hyundai i20
Hyundai i20 Foto: Enrico Paladino/Vrum

Mas o que mais chamou atenção foi a suspensão. O i20 tem um acerto mais firme, mas sem abrir mão do conforto. Durante o teste, foi possível abusar um pouco mais nas entradas e saídas de curva para entender como o carro reagia, e a surpresa foi positiva. As intervenções do controle de tração foram raras, os pneus praticamente não reclamaram e a carroceria se manteve sempre bem controlada. Mesmo com a posição de dirigir mais elevada, típica de um SUV, o i20 não parece um carro desajeitado. Pelo contrário: nas mudanças rápidas de direção, ele transmite uma sensação de segurança e equilíbrio que acaba surpreendendo.

Hyundai i20
Hyundai i20 Foto: Enrico Paladino/Vrum

Essa primeira experiência mostra que o Hyundai i20 tem argumentos para chamar atenção em um segmento cada vez mais disputado. Mais do que preencher a lacuna entre HB20 e Creta, o modelo deixa uma boa impressão pelo conjunto equilibrado e pelo comportamento dinâmico bem acertado, que pode acabar sendo um dos seus principais diferenciais.