A Copa Hyundai HB20 vive uma temporada histórica em 2026 com a criação de sua primeira categoria exclusivamente feminina. A novidade, que marca um novo passo para o automobilismo nacional, já começa a revelar jovens talentos nas pistas e ganha ainda mais visibilidade neste fim de semana, durante a etapa disputada no Autódromo de Interlagos, palco da metade do calendário da competição.
Ao todo, sete pilotas integram a nova divisão feminina, mas também competem lado a lado com os homens na categoria Super, destinada a pilotos iniciantes e em início de carreira. E os resultados já chamam atenção. A campineira Manu Clauset, de apenas 16 anos, lidera a classificação feminina com 139 pontos e ocupa a vice-liderança geral da Super, somando 96 pontos após conquistar três pódios na temporada.
Outro destaque é Mika Peixoto, de Curitiba, de 19 anos, vice-líder entre as mulheres com 122 pontos e quarta colocada na classificação geral da Super, com 79 pontos. A temporada também já teve vitória feminina no geral, com Anna Luiza Pimpão, de 17 anos, triunfando na etapa disputada em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul.
Completam o top 5 da categoria feminina Maria Luiza Bedin, de 18 anos, com 110 pontos, Anna Luiza Pimpão, com 89, e Lara Kraft, de apenas 15 anos, que soma 57 pontos.
A nova geração de pilotas da Copa Hyundai HB20 reúne jovens competidoras vindas principalmente do kart, incluindo campeãs estaduais e vencedoras do FIA Girls On Track. Além das líderes do campeonato, o grid feminino também conta com Caterina Antonella, de 17 anos, e Anna Nury, de 16 anos.
A temporada 2026 já passou por Campo Grande, Santa Cruz do Sul e Cascavel, e ainda terá etapas em cidades como Cuiabá, Goiânia, Chapecó e Brasília, além da tradicional corrida Endurance no Autódromo Velocitta.
Como é o carro da Copa HB20
O modelo utiliza o conhecido motor Gamma 1.6 16V flex, de quatro cilindros em linha, com bloco e cabeçote em alumínio. Instalado em posição transversal dianteira, o propulsor tem 1.591 cm³ e recebe preparação específica para competição, incluindo injeção eletrônica ProTune PR4 e calibração dedicada para uso exclusivamente com etanol aditivado.
Na pista, o conjunto entrega 160 cv a 6.500 rpm e torque máximo de 17,8 kgfm a 5.400 rpm, números bastante superiores aos do HB20 convencional vendido nas concessionárias. O comando de válvulas é duplo variável CVVT, ajudando o motor a trabalhar em rotações mais elevadas durante as corridas.
A transmissão é automática de seis marchas com tração dianteira, característica que ajuda a manter os custos operacionais mais baixos e aproxima o comportamento do carro ao de modelos utilizados no dia a dia. O regulamento técnico padronizado também reduz diferenças mecânicas entre equipes, fazendo com que o desempenho dependa principalmente da pilotagem e do acerto fino para cada circuito.
Na parte dinâmica, o hatch recebe suspensão McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, ambos preparados para competição com amortecedores e molas específicos para cada etapa do campeonato. O sistema de freios conta com discos ventilados na frente e tambores na traseira.
As rodas são de 15 polegadas, calçadas com pneus 195/55 R15, combinação que ajuda a preservar o equilíbrio do carro nas disputas. O pacote técnico faz do HB20 de corrida um modelo leve, ágil e bastante competitivo, características que contribuíram para o rápido crescimento da categoria no automobilismo brasileiro.
Além do desempenho, a equalização mecânica é considerada um dos principais trunfos da Copa Hyundai HB20, permitindo grids numerosos, disputas próximas e revelação de novos talentos, como acontece na inédita categoria feminina da temporada 2026.
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