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CEO da Bugatti diz para marcas de luxo da Europa não pensarem na China

Para Mate Rimac, o caminho não é copiar a China e suas telas: é apostar em materiais nobres e na exclusividade como os relógios suíços

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Mate Rimac fundou sua própria fabricante de supercarros e baterias (Rimac) e hoje é CEO da Bugatti
Mate Rimac fundou sua própria fabricante de supercarros e baterias (Rimac) e hoje é CEO da Bugatti Foto: Divulgação/Bugatti

Mate Rimac, CEO da Bugatti, fez uma crítica à atual direção dos carros de luxo europeus, apontando o excesso de telas grandes, a falta de botões e o afastamento das marcas de sua essência original.

Em um vídeo, o executivo, que também comanda o Grupo Rimac, afirmou que a indústria automotiva do continente está em apuros. Segundo ele, as montadoras estão gastando milhões com consultores para encontrar uma saída.

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Rimac defende que a solução não é tentar competir com os fabricantes chineses em aspectos como telas gigantes, ausência de botões ou tempos de recarga mais rápidos. Para ele, os chineses são muito difíceis de superar nesses quesitos.

Em vez disso, ele propõe uma abordagem diferente. Gesticulando no interior de um Rolls-Royce antigo, o executivo apontou para o uso de couro e materiais reais como o caminho a ser seguido.

Para o CEO, será muito difícil para as marcas europeias competirem com as chinesas tentando fazer a mesma coisa. Ele acredita que a aposta na exclusividade é fundamental para o futuro do setor no continente.

“A indústria automotiva está em apuros, e agora eles estão correndo em circulos, pagando dezenas ou centenas de milhões para consultores a salvar. Vou poupar o dinheiro de vocês. O que vocês não devem fazer é tentar copiar os outros e onde os chineses são difíceis de bater. As telas grandes, poucos botões, recargas rápidas, não faça isso.

Mas eu não vou só dizer o que não fazer. Pegue couro, materiais de verdade, coisas de verdade. Sim, vocês vão dizer: ‘Aí, é um carro de luxo, não é para todos, e eles precisam fazer um carro para todos.’ Nesse ponto vou discordar. Eu acho que é necessário encontrar seu nicho, como os suíços encontraram na fabricação de relógios.

Eles não fazem relógios para todos, mas aí é onde está o maior lucro. Eles fazem apenas 5% dos relógios do mundo, mas conseguem 90% dos lucros do segmento. Acredito que é assim ou não haverá futuro, pois será muito difícil competir com os chineses tentando fazer o mesmo que eles estão fazendo.

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