A BMW confirmou publicamente o desenvolvimento de um novo SUV de luxo que será posicionado acima do atual X7. Ao mesmo tempo, a montadora alemã anunciou o fim do Série 2 Active Tourer, que não terá um sucessor.
As mudanças fazem parte de uma nova estratégia da empresa, que investirá cerca de 2 bilhões de euros na produção de veículos e baterias na Alemanha. Desse total, aproximadamente 1 bilhão de euros será destinado às fábricas de Dingolfing e Munique, e outro bilhão para a unidade de Irlbach-Strasskirchen.
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A empresa tornou-se mais seletiva sobre quais carros recebem investimentos. O objetivo financeiro é aumentar sua margem de lucro (antes de juros e imppostos) da divisão automotiva de 2,3% no segundo trimestre de 2026 para pelo menos 3% em 2028. A meta para o início da próxima década é retornar à faixa de 8% a 10%, com um fluxo de caixa livre automotivo de pelo menos 7 bilhões de euros.
Para atingir essas metas, a BMW priorizará produtos com margens de contribuição mais fortes. O Série 2 Active Tourer será descontinuado porque as minivans se tornaram praticamente irrelevantes no mercado europeu. Em contrapartida, um novo modelo totalmente elétrico para o segmento de entrada está previsto para 2028, possivelmente batizado de i1.
Novos modelos de luxo
O novo SUV topo de linha, ainda sem nome definido (provavelmente X8 ou X9), será desenvolvido especificamente para o mercado dos Estados Unidos. O modelo deve contar com motores de seis e oito cilindros.
Um desafio para o novo utilitário é a capacidade de produção da fábrica de Spartanburg, na Carolina do Sul, que já opera no limite. A empresa estuda uma maior regionalização da produção para expandir a capacidade em outras regiões.
Além do SUV, a primeira BMW Alpina será apresentada no próximo ano. O modelo, com base no Série 7, se posicionará entre os carros-chefe da BMW e os modelos da Rolls-Royce, reforçando o foco em produtos de maior valor.
Estratégia para a China
Na China, a BMW planeja expandir a produção local em segmentos de alto volume, limitando as importações aos veículos com as maiores margens. A meta é que, até 2030, pelo menos 95% dos carros da marca vendidos no país sejam fabricados localmente e desenvolvidos de acordo com as preferências chinesas.
A montadora também considera exportar modelos produzidos na China para mercados do Sudeste Asiático. O desenvolvimento local será ampliado com o uso de mais parceiros de tecnologia regionais para áreas como software integrado e condução semiautônoma.
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