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Aceleradas

Manutenção cara transforma carros usados populares em grandes ciladas

Escassez de peças de reposição e histórico de defeitos elevam prejuízo de proprietários; conheça os principais alertas para a compra

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O Fiat Marea, ícone dos anos 90, é destacado como um dos carros usados que podem se transformar em pesadelo financeiro pela manutenção
O Fiat Marea, ícone dos anos 90, é destacado como um dos carros usados que podem se transformar em pesadelo financeiro pela manutenção Foto: Arquivo/Vrum

A compra de um carro usado, que para muitos representa a realização de um sonho, pode rapidamente se transformar em um pesadelo financeiro. Modelos que parecem vantajosos pelo preço de aquisição escondem um histórico de manutenção cara, defeitos crônicos e dificuldade para encontrar peças de reposição. Esse cenário transforma o investimento em uma fonte constante de estresse e prejuízo.

O que começa com uma pequena falha mecânica pode evoluir para um reparo que custa uma fração significativa do valor do próprio veículo. A falta de componentes no mercado agrava a situação, deixando o carro parado por semanas em uma oficina. Para evitar que um bom negócio se torne uma grande dor de cabeça, é fundamental conhecer os modelos com má reputação no mercado de seminovos.

Confira alguns carros que exigem cautela extra antes de fechar negócio. Vale notar que parte dos modelos listados foi descontinuada há anos, mas ainda circula no mercado e atrai pelo baixo preço de aquisição.

Ford Focus com câmbio Powershift (2014-2019)

O grande vilão aqui é a transmissão automatizada de dupla embreagem Powershift. Ela ficou famosa por apresentar trepidações, superaquecimento e falhas completas. O conserto é complexo, caro e, muitas vezes, não soluciona o problema de forma definitiva.

Fiat Marea

Um clássico nesta lista, o Marea sofre com a má fama do seu motor de cinco cilindros. A manutenção exige mão de obra altamente especializada e peças que são raras e caras. Um simples reparo no motor pode superar o valor de mercado do carro.

Peugeot e Citroën com câmbio AL4

Modelos como Peugeot 207, 307 e Citroën C3 e C4 equipados com a transmissão automática AL4 são conhecidos pela fragilidade. O câmbio costuma apresentar trancos e entrar em modo de emergência. A troca ou o reparo do sistema tem um custo elevado.

Volkswagen Tiguan (primeira geração, 2007-2016)

As primeiras unidades equipadas com o motor 2.0 TSI podem apresentar problemas crônicos na corrente de comando e consumo excessivo de óleo. Se não identificados a tempo, esses defeitos podem exigir a retífica completa do motor, um dos serviços mais caros em uma oficina.

Renault Fluence CVT (2011-2016)

Embora confortável, as primeiras versões com transmissão CVT podem apresentar falhas que demandam a substituição completa da caixa de câmbio. O custo da peça nova é proibitivo, tornando o reparo inviável para a maioria dos proprietários.

Modelos chineses mais antigos (ex: Chery QQ e JAC J3)

Carros de marcas chinesas que chegaram ao Brasil no início dos anos 2010, como o Chery QQ de primeira geração e o JAC J3, sofrem com a enorme dificuldade de encontrar peças. Além disso, a desvalorização acentuada torna a revenda do veículo uma tarefa difícil e com grande perda financeira.

É importante ressaltar que os problemas mencionados podem não afetar todas as unidades dos modelos listados. Uma inspeção mecânica completa antes da compra é sempre a melhor maneira de evitar surpresas desagradáveis.

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