O Fiat Marea pode ser o rei da má fama no mercado de usados, mas ele não está sozinho nesse trono. Embora muitos já estejam fora de linha há anos, diversos modelos de marcas consagradas também carregam o estigma de "bomba" por motivos que vão de câmbios problemáticos a manutenções caríssimas. Esses carros, mesmo com suas qualidades, ficaram marcados por dores de cabeça que assombram proprietários até hoje.
A lista de veículos que exigem um cuidado extra antes da compra é longa e atravessa décadas, incluindo modelos que foram sucesso de vendas em seu tempo. A reputação negativa geralmente nasce de um problema crônico que se espalha entre os motoristas, alimentado por custos de reparo elevados e pela dificuldade de encontrar peças ou mão de obra qualificada. Conheça sete exemplos famosos. O estigma de "bomba" por motivos que vão de câmbios problemáticos a manutenções caríssimas.
-
Peugeot 307 (2002-2012): O grande vilão no hatch médio era a transmissão automática AL4 de quatro marchas. Famosa pelos trancos, superaquecimento e por entrar constantemente em modo de emergência, ela se tornou uma dor de cabeça crônica. O conserto é caro e nem sempre definitivo, manchando a imagem não só do 307, mas de outros modelos da Peugeot e da Citroën que usaram o mesmo câmbio.
-
Ford Focus (Geração 3, de 2013 a 2019): A terceira geração do Focus era um carro excelente, mas a Ford optou pela transmissão automatizada de dupla embreagem Powershift, que se revelou um desastre. O câmbio apresentava trepidação, superaquecimento e falhas eletrônicas, resultando em ações judiciais e uma enorme perda de confiança na marca.
-
Volkswagen Logus (1993-1997): Fruto da Autolatina, parceria entre VW e Ford, o Logus sofria de um problema crônico de projeto. Sua carroceria, com apenas duas portas, tinha baixa rigidez torcional, o que causava uma famosa trinca na estrutura próximo à parede corta-fogo. A reparação era complexa e o defeito afugentou compradores.
-
Renault Twingo (importado de 1994 a 2002): Carismático e inteligente, o subcompacto francês paga o preço da exclusividade. Apesar de ser um carro robusto, a dificuldade para encontrar peças de reposição e mão de obra que conheça suas particularidades o transforma em um veículo de manutenção complicada e cara no Brasil.
-
Chevrolet Agile (2009-2014): Lançado para competir com o VW Fox, o Agile nunca agradou pelo design, mas seu maior problema estava na mecânica. As versões com o câmbio automatizado Easytronic eram conhecidas pelos soluços, trocas imprecisas e pela manutenção complexa e cara, um problema comum nesse tipo de transmissão.
-
Alfa Romeo 156 (1999-2003): Um ícone de design e desempenho, mas um pesadelo na hora da manutenção. A mecânica sofisticada exige ferramentas especiais e conhecimento técnico que poucos profissionais possuem. Somado a isso, o custo proibitivo de peças importadas faz com que muitos exemplares acabem encostados por falta de condições para o reparo.
-
Jac J3 (a partir de 2011): Símbolo da primeira leva de carros chineses no país, o J3 sofreu com a desvalorização acentuada e um pós-venda que deixou a desejar. A dificuldade para encontrar componentes de reposição e a rápida depreciação no mercado de usados criaram uma imagem negativa que afetou toda a linha da marca na época.
• Assista aos vídeos do VRUM no YouTube e no Dailymotion!