Comprar um carro usado exige cuidado redobrado. Alguns modelos, mesmo atraentes pelo preço, carregam defeitos que resultam em custos altos e muita frustração. A seguir, veja uma lista de veículos que podem gerar dor de cabeça no mercado de seminovos.
Jeep Compass e Renegade até 2019
As unidades do Jeep Renegade e do Compass fabricadas até 2019 enfrentaram problemas no câmbio automático AT6. Donos relatam engates bruscos, trepidações, vazamentos e superaquecimento da transmissão.
A causa principal era o trocador de calor, que permitia a mistura de óleo com a água de arrefecimento, provocando desgaste precoce. O defeito afetava mais o Renegade com motor 1.8 e o Compass com motor 2.0, ambos aspirados.
Chevrolet Captiva
Produzido entre 2008 e 2017, o Chevrolet Captiva pode enganar pelo visual robusto. O modelo esconde falhas graves, principalmente nas versões com motor V6 3.6, que dividem problemas de câmbio com o Ford Fusion V6.
A transmissão automática apresenta engates bruscos e demora nas trocas de marcha. O sistema planetário sofre com a quebra do conjunto interno, e o módulo eletrônico também falha com frequência. Outro ponto de atenção é o reservatório do fluido de direção, que acumula resíduos e danifica a bomba.
Ford com câmbio Powershift
O câmbio Powershift, usado pela Ford entre 2013 e 2017 nos modelos Fiesta, Focus e EcoSport, é um dos mais temidos. A transmissão automatizada de dupla embreagem a seco apresentava trepidações, ruídos e vazamentos de óleo.
O superaquecimento era comum, causado pelo desgaste de retentores que deixavam o óleo contaminar a embreagem. Os problemas levaram a uma forte desvalorização desses modelos no mercado.
Peugeot 206
Fabricado de 1998 a 2012, o Peugeot 206 entra na lista por sua suspensão, que não se adaptou bem às ruas brasileiras. Bieletas, buchas e bandejas se desgastavam rapidamente.
Além disso, o motor 1.4 apresentava falhas na junta do cabeçote. O modelo dividia plataforma com a primeira geração do Citroën C3, que herdou os mesmos defeitos.
Volkswagen com motores EA111
O motor EA111, que equipou Gol, Fox e Polo do fim dos anos 1990 até 2023, exige atenção. Projetado pela Audi, ele era propenso a vazamentos de óleo na junta do cárter, nos retentores do virabrequim e nos selos de válvulas.
O problema reduzia o nível do lubrificante, aumentava o consumo e podia danificar o motor. Antes de comprar um modelo com essa motorização, é fundamental inspecionar o sistema com cuidado.
Volkswagen e Audi com câmbio DSG
O câmbio DSG de sete marchas e dupla embreagem a seco, utilizado entre 2011 e 2015, foi problemático. Modelos como Golf, Jetta, Passat, Fusca, Audi A1 e A3 sofriam com vibrações, ruídos e falhas na mecatrônica.
A falta de banho de óleo agravava o desgaste, e a Volkswagen realizou um recall para o Golf MK7, o Jetta e o Audi A3. Mesmo assim, a desvalorização desses carros no mercado de usados persiste.
Fiat Marea
Famoso por sua má reputação, o Fiat Marea foi fabricado entre 1998 e 2007. O motor 2.0 de cinco cilindros sofria com superaquecimento e quebras frequentes da correia dentada, que podiam destruir o propulsor.
O câmbio automático de quatro marchas também apresentava trocas imprecisas e falhas constantes. Por isso, o Marea se tornou uma escolha arriscada no mercado de seminovos.
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