x
UAI
Os problemáticos!

Câmbio automático: os 3 tipos que mais dão problema em carros usados

Cuidado na hora da compra: especialistas listam as transmissões automáticas mais problemáticas e explicam como identificar os sinais de defeito

Publicidade
Modelos que têm câmbio Dualogic são muito desvalorizados no mercado
Modelos que têm câmbio Dualogic são muito desvalorizados no mercado Foto: Os Punto Essence e Essence Dualogic, chassi 1194449 a 1296320 foram convocados, além do T-Jet

Comprar um carro automático usado pode ser a porta de entrada para o conforto, mas também para uma grande dor de cabeça. A transmissão é um dos componentes mais caros de um veículo, e uma escolha errada pode transformar o sonho em um pesadelo financeiro. O segredo está em saber identificar os sistemas que, historicamente, apresentam mais problemas e exigem um olhar atento na hora da compra.

O mercado de usados está repleto de modelos com diferentes tecnologias de câmbio. Algumas, no entanto, ficaram conhecidas pela baixa durabilidade ou pelo custo de reparo proibitivo. Conhecer quais são elas é o primeiro passo para fazer um bom negócio e garantir que o conforto não venha acompanhado de visitas constantes à oficina.

A seguir, listamos os três tipos de transmissão automática que mais geram reclamações no mercado de seminovos e usados, confira:

 

1. Automatizado de embreagem simples (Dualogic e I-Motion)

20110320204044699322i
Câmbio Dualogic ainda carece de aperfeiçoamento Foto: Câmbio Dualogic ainda carece de aperfeiçoamento

Esses sistemas não são automáticos de verdade. Eles usam a base de um câmbio manual, mas com robôs para fazer a troca de marchas e acionar a embreagem. Ficaram famosos em modelos da Fiat (Dualogic, posteriormente chamado de GSR) e Volkswagen (I-Motion). O resultado são trocas lentas, trancos e um desgaste prematuro da embreagem. O conserto do atuador, o cérebro do sistema, costuma ter um custo elevado. Durante o teste, observe se o carro hesita ou dá solavancos ao arrancar em ladeiras.

2. Dupla embreagem a seco (Powershift)

Câmbio Powershift no Ford EcoSport 2.0 com bancos dianteiros e freio de estacionamento no estúdio
Câmbio PowerShift, usado pela Ford em diferentes modelos, apresentou problema de vazamento de óleo Foto: Foto: Reginaldo Manente/Ford/Divulgação

Famoso por equipar modelos da Ford como Fiesta, Focus e EcoSport, principalmente entre 2013 e 2016, o câmbio Powershift de dupla embreagem a seco foi fonte de muitas reclamações. Seu principal problema é a trepidação em baixas velocidades, especialmente no trânsito urbano. O superaquecimento do sistema pode levar a falhas no módulo eletrônico, uma peça de reparo complexo e caro. Fique atento a qualquer vibração anormal ao sair da imobilidade. O câmbio deve operar de forma suave, sem ruídos metálicos.

3. CVT de primeira geração

20151228114005680542a
Por que os câmbios CVT simulam marchas e quais são suas vantagens? Foto: Divulgação/Vrum

A transmissão continuamente variável (CVT) é hoje muito confiável, mas as primeiras gerações, presentes em carros do início e meados da década de 2010, exigem cautela. O ponto crítico é o desgaste da correia de aço e das polias. A falta de manutenção com o fluido correto pode acelerar esse processo, levando a um reparo que pode superar o valor de mercado de alguns veículos. No test-drive, acelere de forma progressiva e veja se a rotação do motor sobe, mas o carro não ganha velocidade na mesma proporção. Um zunido contínuo também pode indicar desgaste.


Como evitar um mau negócio?

  • Histórico de manutenção: peça as notas fiscais das trocas de fluido do câmbio. A ausência desse cuidado é um grande sinal de alerta.

  • Test-drive completo: não dirija apenas no quarteirão. Ande na cidade, pegue um trecho de via expressa e, se possível, suba uma ladeira para testar o comportamento do câmbio em diferentes situações.

  • Avaliação profissional: leve o carro a um mecânico de confiança, preferencialmente especialista em transmissões automáticas, antes de fechar negócio. A avaliação pré-compra é um investimento, não um custo.

Assista aos vídeos do VRUM no YouTube e no Dailymotion!