Os preços dos seguros de automóveis e motocicletas seguiram caminhos opostos em agosto. Enquanto o seguro para carros subiu 2,3%, o de motos recuou 2,3%, atingindo o menor valor do ano, patamar já registrado em março.
O levantamento da TEx, empresa da Serasa Experian, aponta que o Índice de Preços do Seguro de Automóvel (IPSA) passou de 4,3% em julho para 4,4% em agosto. Já o Índice de Preços do Seguro de Moto (IPSM) caiu de 8,6% para 8,4% no mesmo período.
Apesar da alta mensal, que interrompe duas quedas seguidas, o seguro auto permanece próximo do menor nível da série histórica. No acumulado de 12 meses, os preços relativos caíram 15,4% para carros e 13,4% para motos, na comparação com agosto de 2025.
A diferença entre os dois índices também diminuiu. Há um ano, 4,5 pontos percentuais separavam o IPSM do IPSA. Em agosto, a distância caiu para 4,0 pontos.
Fatores que impactam o valor
A modalidade de contratação continua influenciando o preço. O seguro novo é o mais caro, com índice de 5,5% para carros e 9,4% para motos. Na renovação com a mesma corretora, os percentuais caem para 3,7% e 6,6%, respectivamente.
O perfil do condutor também é determinante. A diferença de preço entre homens e mulheres diminuiu no último ano. Em agosto, o IPSA para homens foi de 4,5% e para mulheres, 4,2%. No seguro de motos, os índices ficaram em 8,5% e 8,2%.
A idade é outro fator relevante. Todas as faixas etárias registraram preços menores que em 2025. Motoristas de 18 a 25 anos ainda pagam mais, com um índice de 7,2% para carros, embora este seja o menor valor para o grupo nos últimos 13 meses.
Localização e tipo de veículo
A região onde o veículo circula gera diferenças expressivas. Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o seguro para motos (11,6%) é mais que o dobro do registrado em Belém (5,5%).
Em outras capitais, os índices para seguro auto e moto foram, respectivamente:
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São Paulo: 4,5% e 11,1%
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Salvador: 4,5% e 9,3%
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Recife: 4,2% e 7,9%
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Belo Horizonte: 3,6% e 8,2%
A idade do veículo também pesa no cálculo. Carros com seis a dez anos de uso tiveram um índice de 5,9%, enquanto os modelos zero quilômetro registraram 3,1%.
Entre os veículos com até dois anos de uso, os elétricos apresentaram o maior índice (4,1%), enquanto os híbridos tiveram o menor (2,4%), atingindo seu piso na série histórica.
O Chevrolet Onix foi o carro mais cotado em agosto, com 4,8% do volume, seguido por Jeep Compass e Jeep Renegade, ambos com 3,7%.
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