A Xiaomi, conhecida mundialmente por seus celulares e gadgets, agitou o setor automotivo em 2024 ao lançar seu primeiro carro elétrico, o SU7. O sedã não apenas impressionou pelo design e tecnologia, mas também por um desempenho capaz de superar superesportivos consagrados, provando que a gigante da tecnologia não entrou no segmento para ser coadjuvante.
A jornada começou oficialmente em 2021, quando o CEO Lei Jun anunciou um investimento de 10 bilhões de dólares para criar uma divisão de veículos elétricos. A aposta era clara: usar a vasta experiência da empresa em software, hardware e design para construir um carro inteligente que se integrasse perfeitamente ao ecossistema de produtos da marca.
O resultado é o SU7, um veículo que une performance e conectividade. Em sua versão topo de linha, batizada de Max, o sedã entrega números impressionantes. São dois motores elétricos que somam 663 cavalos de potência e permitem acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 2,78 segundos, mais rápido que muitos modelos da Porsche e da Ferrari.
Tecnologia como diferencial
O grande trunfo da Xiaomi está na integração. O SU7 utiliza o sistema operacional HyperOS, o mesmo dos celulares da marca. Isso permite um controle intuitivo de funções do carro pela tela central, além de uma conexão fluida com smartphones, relógios e até dispositivos de automação residencial da empresa.
Essa sinergia cria uma experiência de uso que as montadoras tradicionais ainda buscam alcançar. O carro se torna uma extensão do ambiente digital do usuário, transformando a cabine em um centro de comando conectado.
O sucesso inicial na China se consolidou nos anos seguintes, e a Xiaomi continuou a evoluir o projeto. Em 2026, o modelo recebeu uma atualização significativa, incluindo a introdução do motor V6s Plus, que equipa a nova versão de entrada com 320 cavalos. A trajetória do SU7 sinaliza uma nova era, onde a fronteira entre empresas de tecnologia e montadoras está cada vez mais indefinida.
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