A Toyota está prestes a encerrar oficialmente a produção do sedã Corolla em sua histórica fábrica de Indaiatuba, no interior de São Paulo. A unidade, que operou por 28 anos (desde 1998) e foi responsável pela montagem de mais de 1 milhão de unidades do modelo, terá suas atividades finalizadas em 30 de junho de 2026, marcando o fim de um importante ciclo para a indústria automotiva nacional.
A decisão faz parte de um plano de reestruturação da montadora japonesa no Brasil, que visa concentrar a produção de seus principais veículos na planta de Sorocaba (SP). A mudança busca otimizar a logística e a eficiência operacional, unificando a fabricação de modelos que compartilham a mesma plataforma, conhecida como TNGA.
O que motivou a transferência?
A fábrica de Sorocaba, inaugurada em 2012, já é responsável pela produção da família Yaris (hatch e sedã), do Yaris Cross e do SUV Corolla Cross. Ao transferir a montagem do Corolla sedã para o mesmo local, a Toyota unifica processos e reduz custos. Essa centralização é estratégica para o plano de investimentos de R$ 11 bilhões da empresa no país até 2030, focado principalmente na produção de novos veículos híbridos-flex.
Com a mudança, a unidade de Sorocaba se consolida como o principal polo produtivo da marca no Brasil, que deve gerar cerca de 2.000 novos postos de trabalho. Para absorver a nova demanda, uma segunda planta está sendo construída no local e tem inauguração prevista para novembro de 2026. A expansão garantirá a continuidade da oferta do Corolla, destinado tanto ao mercado brasileiro quanto à exportação para a América Latina.
E o futuro de Indaiatuba?
A Toyota informou que o local permanecerá como propriedade da empresa e que estuda novas atividades para a área, sem confirmar a produção de veículos no futuro. A transição, no entanto, foi marcada por impasses com o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, que resultaram em greves. Após negociações, um acordo foi firmado para garantir a transferência dos colaboradores.
A empresa ofereceu a realocação de todos os funcionários de Indaiatuba para a unidade de Sorocaba, que fica a cerca de 50 km de distância, além de um Plano de Demissão Voluntária (PDV). A medida visou preservar os postos de trabalho da equipe que, por quase três décadas, foi responsável por fabricar um dos carros mais icônicos do Brasil, evitando demissões unilaterais.
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